Jogada de rei

Ficha técnica


País


Sinopse

Eugene Brown acabou de sair da cadeia, depois de cumprir uma pena de 17 anos. Ao mesmo tempo em que tenta recuperar o tempo perdido com os dois filhos, ele começa a trabalhar como faxineiro numa escola. Em contato com jovens em risco social, ele tem a ideia de ensiná-los a jogar xadrez, o que pode mudar a vida de alguns.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

07/05/2014

Cuba Gooding Jr. é o tipo de ator cuja intensidade, não raro, trabalha contra ele mesmo. Vencedor de um solitário Oscar de coadjuvante em 1997 (por Jerry Maguire – a Grande Virada), como muitos vencedores da estatueta, aliás, ele não viu sua carreira estourar. Pelo contrário. Passou boa parte desse tempo em filmes desinteressantes ou papeis secundários em produções melhores.
 
Protagonista neste drama sobre a segunda chance na vida, ele interpreta com a dedicação habitual Eugene Brown, um ex-presidiário que passou 17 anos atrás das grades. Lá dentro, ele aprendeu auto-controle e xadrez, este último com um detento mais velho e experiente (participação do carismático Dennis Haysbert).
 
Do lado de fora, de volta às ruas de Washington, Eugene tem busca recuperar o tempo perdido longe dos filhos, Katrina (Rachae Thomas) e Marcus (Jordan Calloway). A filha, que está estudante Direito, o rejeita completamente. O filho está na cadeia, o que aumenta a culpa do pai.
 
Outro dramático problema no momento é encontrar um emprego. Com a sua ficha policial, nada aparece. Então, ele resolve mentir sobre o passado e é aceito como faxineiro de uma escola secundária, a Maud Alton.
Mesmo tentando ficar longe de problemas, ele é assediado pelo novo chefe bandidão do pedaço, um ex-pupilo seu, Perry (Richard T. Jones), que não se cansa de oferecer-lhe dinheiro e uma posição em seu bando.
 
Lutando contra a solidão e a desesperança, ele encontra um ambiente acolhedor na escola, em que a diretora Sheila (Lisa Gay Hamilton) vê com bons olhos sua inesperada ajuda, num dia de crise, para controlar uma classe de adolescentes problemáticos. De quebra, Eugene ganha a chance de ensinar-lhes xadrez, sua paixão.
A classe, a princípio, não é nada receptiva a este joguinho lento e cerebral, especialmente Clifton (Carlton Byrd), o malandro do pedaço, já envolvido com o crime a serviço de Perry. Mas outros mais tranquilos, caso de “Amendoim” (Kevin Hendricks), acabam entrando na dele e até aprendendo alguma coisa do jogo.
 
Mas ali há um grande talento natural, Tahime (Malcolm M. Mays). Filho de mãe drogada, ele vive o inferno em sua vida familiar e não se interessa por nada. Assim como “Amendoim”, é assediado por Clifton para entrar na vida bandida, para desespero de Eugene, que não pode falar sobre seu passado.
 
Mais dia, menos dia, o segredo de Eugene vem à tona na escola e ele perde o emprego. O desespero bate de novo, mas ele tem uma ideia: criar um centro comunitário no bairro deteriorado onde vive, para ensinar xadrez aos garotos que, ali, não têm oportunidade de aprender muita coisa boa.
 
A iniciativa, mantida por conta da ajuda de amigos e muita garra pessoal de Eugene, milagrosamente acaba dando frutos. Ainda assim, a sombra do crime paira sobre os garotos de Eugene e prepara uma tragédia.
 
Toda a história, que é baseada em fatos reais, em torno do verídico Big Chair Chess Club, é edificante e sincera. Dá para torcer facilmente por Eugene e seus garotos, que ele quer levar para concorrer em competições de xadrez, saindo do gueto de um mundo despossuído e marginal. Mas é evidentemente uma produção modesta e sem maiores ambições, que a entrega dos atores, veteranos e jovens, transforma em algo mais. 

Neusa Barbosa


Trailer


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