O menino no espelho

Ficha técnica


País


Sinopse

Fernando, um garoto criativo e arteiro em Belo Horizonte, na década de 1930, sonha ter um sósia, para arcar com as tarefas mais chatas de sua vida. Um dia, seu sonho é realizado, quando seu reflexo sai do espelho. Agora, ele precisa correr para o seu duplo não tomar conta de sua vida.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/08/2014

Em uma época em que a pirotecnia digital acelera exponencialmente o ritmo dos filmes infanto-juvenis, em especial os norte-americanos, O Menino no Espelho, de Guilherme Fiuza Zenha, parece anacrônico.  Mas é justamente por ir contrariamente ao que se tornou o convencional para o público que esta produção, estrelada por Mateus Solano, encontra sua maior riqueza.

Baseado no livro homônimo do escritor mineiro Fernando Sabino (1923-2004), no qual inseriu memórias de sua infância em Belo Horizonte da década de 1930,  o filme retrata as aventuras do jovem Fernando (Lino Facioli). Com oito anos, sua criatividade é tão aguçada quanto sua capacidade de envolver-se em encrencas.

Líder de seu grupo de amigos, seu sonho é ter um sósia que arque com seus deveres familiares e escolares, ao mesmo tempo em que assuma a responsabilidades pelas estripulias. Enquanto seu pai (Solano) é indulgente com seu comportamento, sua mãe (Regiane Alves) já cogita enviá-lo para um colégio interno militar.

É nesse contexto em que sua imagem no espelho ganha vida para se tornar Odnanref (seu nome ao contrário). Com um duplo obediente, o menino passa a aproveitar suas tardes em pescarias, ou puro ócio, e desvendar os mistérios de uma casa mal-assombrada. Tudo isso, porém, até Odnanref assumir o controle da vida de ambos.
 
Filmado em Cataguases, interior de Minas Gerais, Zenha contou com um trabalho excepcional do diretor de fotografia José Roberto Eliezer (de O Cheiro do Ralo). Além também de uma pesquisa histórica que insere alguns personagens que, possivelmente, exigirão certa explicação para as crianças depois da projeção, como é o caso dos integralistas, liderados pelo Major Faria (Ricardo Blat).     

Quase nostálgica, a produção fala de uma época contrária à tecnológica, repleta de games, tablets e computadores. Na visão do diretor (que também assina o roteiro), a história remete o espectador a uma infância mágica, em que o espaço do brincar (a rua, a praça, o quintal) ainda era imprescindível. Uma mensagem, enfim, a todos os pais também.
 

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 04/12/2014 - 08h32 - Por Maíra Informação errada: José Roberto Eliezer foi diretor de fotografia e não de arte. A arte excepcional é do diretor de arte Oswaldo Eduardo Lioi, vencedor do prêmio de Melhor Direção de Arte no Festival da Lapa, e já foi vencedor em Gramado na mesma categoria. É uma pena que esse artigo tenha sido copiado tantas vezes para outros sites com a informação errada. Rodrigo, peço por gentileza que corrija nos artigos que você tem acesso. Abraço, Maíra.
  • 04/12/2014 - 11h25 - Por Neusa Barbosa Olá Maíra, já corrigimos. Lamentamos o erro.

    Mas fica uma sugestão:
    Imagino que você faça parte da produtora Camisa Listrada; nem mesmo lá no site da empresa consta a ficha técnica completa do filme; sugiro que vocês o façam em todas as funções, não somente do diretor e produtor, assim facilita a consulta e a conferência para eventuais dúvidas.

    abs

    Neusa Barbosa
  • 02/06/2019 - 11h05 - Por naumsiei o filme e legal
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