A hard day's night

A hard day's night

Ficha técnica


País


Sinopse

Os Beatles estão na estrada. Devem ir para um show na TV em Londres. Mas Paul McCartney tem que levar junto seu avô, que arruma um monte de confusões. Fora isso, seus produtores, Norm e Shake, têm trabalho com os quatro rapazes, que também querem se divertir, além de trabalhar.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

02/03/2016

Volta aos cinemas, em versão restaurada em 4k, um musical que mudou a forma de fazer musicais: A Hard Day’s Night, de Richard Lester, o primeiro filme estrelado pelos Beatles, em 1964.
 
Até então, a forma de filmar música e músicos não tinha essa pegada – cortes rápidos, câmera na mão, entrevistas com pessoas em movimento, detalhes que dão naturalidade e energia ao que está sendo visto. Se Lester não inventou tudo isso, certamente juntou de uma forma original, aproveitando o carisma natural dos quatro garotos de Liverpool, no momento em que eles começavam a conquistar o mundo de forma avassaladora.
 
O roteiro, de Alun Owen, foi indicado ao Oscar (assim como a trilha de George Martin, produtor dos álbuns dos Beatles). Mas, se é verdade que o script fornecia aos rapazes tiradas sarcásticas, bem de acordo com o humor inglês, não é menos certo que a própria verve de John, Paul, George e Ringo foi incorporada ao filme.
 
Formatado para retratar um dia na vida da banda, o filme começa com os quatro correndo de uma multidão de fãs enlouquecidos pelas ruas enquanto os rapazes tentam embarcar num trem. A bordo, estão o avô de Paul (Wilfrid Branbell) – um sujeito que vai dar mais trabalho do que tomar conta de alguém –, o empresário Norm (Norman Rossington) e o produtor Shake (John Jinkin), esses dois, sim, encarregados de organizar a agenda dos músicos e garantir que eles cumpram seus deveres.
 
Como é de se esperar, eles, que são jovens, adoram tocar, mas também querem se divertir. Por isso, vivem dando nó na cabeça de Norm e escapando dos lugares aonde se espera que fiquem confinados entre um show e outro, seja um hotel, seja um estúdio de TV (onde vão enlouquecer o produtor, interpretado por Victor Spinetti).
 
Nessas correrias, eles vão interpretando as canções que os tornavam famosos naqueles dias: fora a canção-título, também I should have known better, If I Fell, She loves you, Can’t buy me Love, I wanna be your man.
 
O teste de modernidade do filme é o quanto a energia que transmite não parece datada. É como se o público mergulhasse num túnel do tempo e assistisse ao vivo o quarteto em ação naqueles dias, antes que viessem outros álbuns definitivos (Sargent Peppers, Abbey Road), sua transformação em ícones eternos, a separação do grupo, a morte de John Lennon, depois, de George Harrison. É bom, também, para matar a saudade.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança