Stonewall - Onde o orgulho começou

Ficha técnica


País


Sinopse

Danny é um garoto que está aprendendo a lidar com sua sexualidade. Apaixonado por um colega de time, ele é hostilizado pelos amigos e expulso de casa pelo pai. Quando chega a Nova York, descobre novas possibilidades e também se envolve com uma rebelião que mudaria a história dos direitos civis nos EUA.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/09/2016

Stonewall – Onde o Orgulho Começou é um filme sobre um tema importante, que aspira a ser importante, mas passa longe disso. Dirigido por  Roland Emmerich – conhecido mais por suas extravagâncias pirotécnicas, como os filmes da série Independence Day e Godzilla – o diretor não era a pessoa mais indicada para dirigir um longa sobre o nascimento do movimento LGBT nos EUA, no final dos anos de 1960. Sutileza não é a palavra-chave no seu cinema, na verdade, ele desconhece o que seja isto. Mas tomou o projeto como algo pessoal, e o resultado é constrangedor.
 
Danny (Jeremy Irvine) é um jovem estudante da Indiana nos anos de 1960. Quando sua paixão por um colega de time é descoberta, ele é hostilizado pelos amigos e expulso de casa pelo pai. Seu único destino é Nova York, onde, logo ao chegar, no Greenwich Village, conhece uma espécie de “gangue de gays”, que comporta todos os estereótipos possíveis, com os quais o diretor tenta fingir pluralidade. Eles se reúnem num bar chamado Stonewall Inn, controlado pela máfia, e cenário de batidas policiais constantes. Mais tarde, lá mesmo irá acontecer uma grande rebelião, que dará início ao movimento pelos direitos dos homossexuais.
 
Mas pouco disso importa a Emmerich – dirigindo a partir de um roteiro de Robin Baitz – que, embora tente ser detalhista na reconstituição de época, não investe energia suficiente no desenvolvimento de personagens ou boas interpretações – excetuando talvez a de Jonny Beauchamp, como a figura mais marcante do grupo. Os registros da época dão conta de que a rebelião foi iniciada por drag queens e moradores de rua gays, e, embora esses até estejam no filme, são meros coadjuvantes para o herói interpretado por um rapaz branco de classe média. Os verdadeiros protagonistas da história, aqui, são silenciados.
 
Com uma espécie de Mágico de Oz do movimento gay, Emmerich realizou um filme repleto de boas intenções, no qual os equívocos são o que mais chama a atenção – seja na sua condução da narrativa, retrato histórico, personagens ou interpretações. A rebelião de Stonewall parece sempre ter pedido um filme, mas continua esperando uma obra mais séria, feita por um diretor com mais talento para contar esse tipo de história.

Alysson Oliveira


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