De Palma

Ficha técnica

  • Nome: De Palma
  • Nome Original: De Palma
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2015
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 109 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Jake Paltrow, Noah Baumbach
  • Elenco:

País


Sinopse

Ao lado de Steven Spielberg, George Lucas, Francis Ford Coppola e Martin Scorsese, um dos integrantes de uma grande geração de Hollywood, Brian de Palma fala de sua carreira e formação, não se esquivando de discutir seus métodos, parcerias, grandes sucessos e fracassos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

16/11/2016

Diretor que integra o “quinteto de ouro” da Hollywood dos anos 1970 para cá – ao lado de Steven Spielberg, Francis Ford Coppola, George Lucas e Martin Scorsese -, Brian de Palma é o foco deste ótimo documentário, em que ele fala com franqueza sobre os altos e baixos de uma carreira em que acumula cerca de 40 filmes, entre longas e curtas.
 
Aos 76 anos, guardando no currículo a assinatura de clássicos do suspense como Dublê de Corpo e Vestida para Matar, dramas policiais como Os Intocáveis e Pagamento Final, terror, como Carrie, A Estranha; aventura e ação, como o primeiro Missão: Impossível; e definitivos dramas antibelicistas como Pecados de Guerra e Guerra sem Cortes, De Palma não só não precisa provar mais nada a ninguém como não teme ferir suscetibilidades – o que torna mais saborosas e eventualmente perversas suas confissões aos diretores do documentário, Noah Baumbach (A Lula e a Baleia, Mistress America) e Jake Paltrow (Sonhando Acordado).
 
As conversas repassam vários momentos da vida e da carreira de De Palma, nascido em Orange, New Jersey, o caçula de três irmãos de uma família de classe média alta, pai cirurgião ortopédico, mãe dona de casa. Fissurado por ciência, ele foi cursar física na universidade Columbia, apenas para ver-se desviado para o cinema nos anos 1960, quando a onda de renovação da Nouvelle Vague varria não só a França como o mundo.
 
Estudando teatro na faculdade Sarah Lawrence, ele conheceu Robert De Niro, que estrelou três de seus primeiros longas – Saudações/Quem anda cantando nossas mulheres? (68), Festa de casamento (69) e Olá, mamãe (70). Ali também conheceu Wilford Leach, seu mentor e co-diretor de alguns filmes. A Universal pagou seu curso e depois ele foi recrutado num programa de novos talentos, iniciando sua aproximação com os grandes estúdios, na época mais empenhados na caça de sangue novo.
 
Foi na Warner, no entanto, que ele conviveu com Spielberg, Coppola, Lucas e Scorsese, um grupo que, como afirma De Palma no documentário, “usou o sistema de estúdios para fazer filmes marcantes antes que os homens do dinheiro tomassem conta de novo”.
 
De Palma descreve os altos e baixos deste enfrentamento com os estúdios, entrando e saindo do sistema, começando tudo de novo, vivendo sucessos como Irmãs Diabólicas (um destes recomeços), já o início de seu flerte decisivo com a escola de Hitchcock, que ele apreendeu e transformou a seu modo, e fracassos como O Fantasma do Paraíso (em que enfrentou uma porção de processos que o arruinaram).
 
Franco, ele não teme detonar o ator Cliff Robertson, que escalou para viabilizar  a produção de Trágica Obsessão (76), revelando seu péssimo comportamento no set, boicotando a colega Genevieve Bujold e usando uma maquiagem amarronzada que levou à loucura o diretor de fotografia Vilmos Zsigmond.
 
Um aspecto bem-explorado pelo filme é a obsessão técnica do diretor, inovador no uso da tela dividida (que ele descobriu em seu doc Dyonisus in 69, de 1970) e criterioso no uso da música de qualidade, associando-se a parceiros do quilate de Bernard Herrmann (herança de Hitchcock) e, depois da morte deste, aos italianos Pino Donaggio e Ennio Morricone.
 
O documentário rompe a monotonia visual intercalando à fala fluente de seu personagem, imagens de seus filmes e de outros que ele cita, tornando-o uma quase aula sobre a maestria deste veterano sobrevivente de Hollywood. 

Neusa Barbosa


Trailer


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