O amor no divã

Ficha técnica


País


Sinopse

Malka é uma terapeuta de casais casada com José há trinta anos. Quando começa a atender a um jovem casal em crise, ela percebe que sua relação não é tão sólida como imaginava.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/11/2016

Em seu primeiro longa para cinema, O amor no divã, o diretor de teatro Alexandre Reinecke escolheu ficar na sua zona de conforto adaptando a comédia teatral Terapia de Casais, com roteiro assinado pela própria dramaturga, Juliana Rosenthal K. Digamos que a questão da encenação está até bem resolvida no filme. Por outro lado, os diálogos são seu maior problema. Quase toda fala dos personagens parecemquerer causar algum efeito – geralmente risos – e chega a dar a impressão de que há até algum silêncio bem breve entre uma e outra, à espera das gargalhadas da plateia. O que nem sempre acontece aqui.
 
A protagonista é Malka Stein (Zezé Polessa), terapeuta de casais, que está completando 30 anos de casada, no mesmo momento em que o marido, José (Daniel Dantas), um rico empresário, resolve se aposentar e ficar em casa o tempo todo, o que gera uma crise no casamento. Ele é totalmente dependente dela, liga a todo momento, até para perguntar onde está o chinelo. Ainda assim, ela desconfia de que ele tem um caso com a secretária (Juliana Mesquita).
 
Nessa mesma época, chega ao seu consultório o jovem casal Roberta (Fernanda Paes Leme) e Miguel (Paulo Vilhena), que, apesar dos poucos anos de união, já enfrentam uma crise séria. Ela é uma professora de estatística que trabalha demais, e ele, um personal trainer que se sente negligenciado pela mulher. Enquanto realiza as sessões dele, Malka também começa a reavaliar seu casamento.
 
Há momentos genuinamente engraçados no filme, e não há ninguém no quarteto central que destoe – com destaque para Zezé Polessa. Mas a falta de criatividade e diálogos não muito inspirados são um empecilho.
 
Não é preciso querer reinventar a roda da comédia romântica, mas algum frescor pode fazer bem. Talvez existam situações que funcionem melhor no teatro do que no cinema. O paralelo entre os dois casais é algo bem batido, e outros casais aparecendo lado a lado comentando suas relações, em alguns momentos pontuais do filme, não dizem bem a que vieram. Lembram uma série antiga e famosa de propagandas de eletrodomésticos.

Alysson Oliveira


Trailer


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