Motorrad

Ficha técnica


País


Sinopse

Hugo, seu irmão mais velho e um grupo de amigos resolvem fazer uma trilha de moto na região da Serra da Canastra, mas são surpreendidos por motoqueiros sádicos que tentarão matar cruelmente um a um.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

31/01/2018

O cenário onde se passa a ação de Motorrad é a bela Serra da Canastra, em Minas Gerais, cujo relevo serve de desafio para os personagens motoqueiros, que se aventuram por uma trilha pouco conhecida para injetar mais adrenalina em sua aventura, que está um tanto monótona. O filme começa com seu protagonista, Hugo (Guilherme Prates), roubando uma peça de uma oficina, onde é descoberto e confrontado pelo dono (Jayme Del Cueto), mas acaba salvo por uma garota misteriosa (Carla Salle).
 
O roubo era para impressionar o irmão mais velho, Ricardo (Emilio Dantas). Além disso, Hugo consertaria sua moto e poderia participar da aventura com o irmão. Assim que começam a trilha, esbarram numa parede de pedras, que depois de muito reclamar descobrem que podem desmanchar e seguir em frente, onde irão encontrar a tal garota misteriosa do começo do filme. Ela é Paula, que sabe-se lá de onde saiu, e como chegou até ali.
 
Depois da diversão em um lago, um a um os personagens secundários são descartados em rituais gratuitos de sadismo, promovidos por uma gangue de motoqueiros vestidos de preto e que não tiram o capacete - e que podem não ser deste mundo. A partir daí, o filme se torna uma corrida pela vida.
 
Dirigido por Vicente Amorim (Corações Sujos), com roteiro de L. G. Bayão, a partir de personagens criados pelo quadrinhista Danilo Beyruth, Motorrad é um exercício de sadismo pelo simples prazer de retratar a perversidade. Se as múltiplas decapitações ou uma pessoa pegando fogo surtissem algum efeito nos personagens, talvez fizesse sentido. Mas, dentro do fiapo de trama do filme, nada justifica o estado catatônico de Hugo e dos colegas que sobrevivem (por algum tempo) – nem estarem em estado de choque.
 
A fotografia em tons de prata desbotado, assinada por Gustavo Hadba, tenta criar uma atmosfera de apocalipse, tornando a paisagem, mesmo aberta, algo claustrofóbico. Mas pouco do filme consegue estar em sintonia com isso, e o resultado é um excesso de estilo para pouca substância. Quem são os motoqueiros misteriosos? São deste mundo? E Paula, quem é ela? E uma cicatriz que aparece na mão de Hugo, o que é? Seja lá o que Amorim e seu time de criadores tinha em mente como metáfora para a jornada do protagonista, ficou nas intenções e se perdeu na tradução para imagens. A trajetória do protagonista, assim como a crueldade, soam gratuitos, quase transformando o filme num exemplar de torture porn.

Alysson Oliveira


Trailer


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