Gringo - Vivo ou morto

Ficha técnica


País


Sinopse

Harold é o ingênuo gerente de uma empresa farmacêutica em Chicago que desconhece qual a real fonte do lucro - a fabricação de marijuana em comprimidos no México. Sem que ele saiba, seu chefe e sua vice-presidente planejam a venda da empresa, o que incomoda um chefão mafioso mexicano, pondo Harold em perigo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

05/04/2018

Comédia com toques de humor negro e altas doses de violência, Gringo – vivo ou morto, do australiano Nash Edgerton, reúne um elenco normalmente não muito lembrado para histórias cômicas – o que deve ter sido, aliás, uma das razões de a estrela sul-africana Charlize Theron ter não só atuado como sido uma de suas produtoras.
 
Charlize não sai de seu registro de mulher fatal mas deita e rola em auto-ironizar-se dentro dele. Interpreta uma executiva bem safada em todos os sentidos, Elaine Markinson, vice-presidente de uma empresa farmacêutica cujo carro-chefe é marijuana em comprimidos, que são produzidos numa fábrica no México. Nada politicamente correta, aliás, a comédia não deixa personagem mexicano nenhum escapar dos estereótipos que lhes são comumente associados – ou seja, malandros, traficantes, malfeitores.
 
A trama decola a partir de Chicago, sede da farmacêutica, cujo dono é o inescrupuloso Richard Rusk (Joel Edgerton). Ele e sua vice-presidente estão armando a venda da empresa, sem o conhecimento de seu ingênuo gerente, Harold Soyinka (David Oyelowo) – cuja esposa, Bonnie (Thandie Newton), gasta bem mais do que pode, comprometendo a estabilidade familiar.
 
Preparando a venda da empresa, Richard e Elaine vão ao México, levando Harold consigo, para um contato direto com o gerente mexicano, Sánchez (Hernán Mendoza). Numa conversa privada com ele, sem Harold – que desconhece a real produção da filial mexicana -, os dois o avisam para cortar o fornecimento de sua marijuana ao grande comprador local, o traficante Pantera Negra (Carlos Corona). Esta tentativa de rompimento com o chefão precipita uma série de confusões no México, onde Harold acaba ficando para trás – supostamente, como vítima de um sequestro.
 
O roteiro de Matthew Stone e Anthony Tambakis arma uma série de reviravoltas, tendo Harold ao centro como uma espécie de anti-heroi que tenta dar o troco dos oprimidos nos donos do poder. Neste imbróglio, entram também um casalzinho americano, Sunny (Amanda Seyfried) e Miles (Harry Treadway), e o irmão de Richard, Mitch (Sharlto Copley), um sujeito de passado nebuloso que agora virou um benemérito de causas sociais – ou quase isso.
 
Diretor de segunda viagem, com uma boa experiência como ator e dublê, o australiano Nash Edgerton – irmão do ator Joel Edgerton – cria um filme movimentado, até certo ponto divertido, mas não propriamente com uma assinatura própria. Gringo... tem toques à la Guy Ritchie e Quentin Tarantino, mas não escapa de ser um produto um tanto genérico, que poderia ter mais sabor alcançasse mais verve e sutileza, ainda mais contando com um elenco capacitado ao seu dispor.

Neusa Barbosa


Trailer


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