22 milhas

Ficha técnica


País


Sinopse

Depois de acabar com espiões russos nos EUA, um grupo de operações especiais americano está num país asiático, de onde deverá transportar com segurança um policial local que pede asilo político aos EUA.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/09/2018

Em um filme protagonizado por Mark Wahlberg e dirigido por Peter Berg não é difícil imaginar o que vai acontecer. Essa é a quarta parceria da dupla – que já se juntou em O Grande Herói (2013), Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (2016), O Dia do Atentado (2016) – e segue basicamente a cartilha que estabeleceram, com o ator como o herói salvando pessoas e o dia.
 
Escrito pela estreante Lea Carpenter, o roteiro parece não levar em conta que a Guerra Fria já acabou, e começa com um time de elite invadindo uma casa repleta de espiões russos. A mensagem do prólogo é clara: eles não perdoam quem mexe com os Estados Unidos. Depois disso, a trama avança no tempo: num país asiático fictício, Indocarr (na verdade, na Colômbia), a equipe de Wahlberg, cujo personagem é James Silva, está na embaixada americana quando é procurada por um policial local, Li Noor (Iko Uwais, astro indonésio de filmes ultraviolentos), que diz ter segredos comprometendo a corporação local e por isso  pede asilo aos EUA. Para garantir que seja atendido, ele diz saber a localização de um carregamento de material radioativo roubado por terroristas.
 
Como uma das questões é a alta tecnologia, Noor guardou a localização do material num HD que se autodestruirá em 8 horas e só liberará o código depois que for tirado de seu país. Uma das primeiras cenas do personagem é impressionante e serve para mostrar o talento de Uwais para a pancadaria, como se fosse um balé de morte e destruição com sopapos e pontapés. Depois disso, o policial é colocado dentro de um carro e, com a equipe liderada por Silva, deverá chegar ao aeroporto para seguir para os EUA.
 
Nesse momento, 22 milhas se torna um videogame. O grupo precisa transportar “o pacote”, como Noor passa a ser chamado, de um ponto a outro e eliminando inimigos pelo caminho. O resultado não é destituído de certa tensão, mas também não é muito empolgante, por ser um tanto previsível. As cenas ocorrem de maneira tão rápida que tudo se torna confuso e banal. Não que o forte do filme seja os personagens ou a trama, mas, por um tempo, tudo isso fez algum sentido.
 
Com apenas 90 minutos, porém, Berg eliminou qualquer gordura que pudesse saturar seu filme, o que é uma vantagem. Isso não o impede, no entanto, de parecer mero afago no ego de Wahlberg, o americano branco martirizado em nome da democracia e paz mundial. 

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança