Ainda temos a imensidão da noite

Ficha técnica


País


Sinopse

Karen é uma jovem adulta com uma relação tensa com a mãe. Morando em Brasília, ela participa de uma banda de rock, trabalhando com bicos para se sustentar. Cansada de tudo, abandona a cidade e vai para Berlim atrás de seu namorado.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

27/11/2019

Ainda temos a imensidão da noite é um título poético e melancólico que faz justiça ao tom do filme. Situado em Brasília, cidade natal do diretor e roteirista Gustavo Galvão, é um longa sobre desilusão e desesperança, de uma juventude perdida numa cidade grande, sem rumo ou expectativas para o futuro.
 
Karen (Ayla Gresta) é trompetista e vocalista de uma banda de rock, que junta meia dúzia de gatos pingados num show. Durante o dia, trabalha numa agência de publicidade, num trabalho que odeia, mas precisa manter, pois é sua fonte de renda. Ela tem um namorado, também parte do grupo, Artur (Gustavo Halfeld), que, ao contrário dela, é rico. Isso é um motivo de tensão entre eles, pois têm visões de mundo e expectativas em relação à banda bastante diferentes.
 
A ida dele para Berlim é o catalisador para Karen largar tudo e também se mudar – sem dinheiro ou planos – para a Alemanha, a convite de Martin (Steven Lange). Lá é recebida de maneira um tanto ríspida pelo ex-namorado, mas que acaba acolhendo-a. Entra na equação também o amigo alemão e surge um triângulo entre eles.
 
Galvão filma as apresentações musicais com energia e vitalidade, o que resulta em algumas das melhores partes do filme. Os personagens, no entanto, nem sempre são muito convincentes em suas aflições e ansiedades. A relação de Karen com a mãe (Bidô Galvão) um tanto rancorosa, e o avô (Fernando Teixeira), debilitado mas atencioso, são as melhores cenas da personagem, cujo grande drama é nunca conseguir pertencer a uma cidade que o próprio avô ajudou a construir. 

Alysson Oliveira


Trailer


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