Finalmente livres

Ficha técnica


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Sinopse

Após perder o marido também policial, a tenente Yvonne descobre que ele não era o herói que todos imaginavam, e que participou de um roubo resultando na condenação de um homem inocente. Quando este sai da prisão, ela promete a si mesma fazer de tudo para reparar o crime do marido.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

05/12/2019

Não há dúvida de que Adèle Haenel é a melhor atriz francesa de sua geração, mas estamos mais acostumados a vê-la em dramas intensos, como A garota desconhecida, Suzanne e 120 Batimentos por Minuto. Por isso, Finalmente livres é mais uma prova de sua grande capacidade como atriz – ela brilha nessa comédia engraçada e passageira no papel de uma policial relegada ao trabalho burocrático que descobre que o marido – também policial –, morto em ação, não era o herói que todos imaginavam, mas corrupto.
 
Haenel é a tenente Yvonne Santi, que fica horrorizada ao descobrir a verdade sobre o marido (Vincent Elbaz), resultando numa sequência bem engraçada na qual ela consegue apenas xingar (“Putain!”) uma dezena de vezes, sem qualquer outra reação. As coisas tornam-se ainda mais complicadas quando ela fica sabendo que o marido, em parceria com o dono de uma joalheria, armou um plano para enganar o seguro, e um funcionário inocente, Antoine (Pio Marmaï), acabou preso e condenado pelo roubo.
 
Tentando reparar o crime do marido, ela pensa em procurar um juiz, mas um amigo também policial, Louis (Damien Bonnard), a convence de que seria uma grande decepção para o filho pequeno dela, Theo (Octave Bossuet). Então ela tenta encontrar outras maneiras de recompensar a vítima, que acaba de cumprir sua pena e sai da prisão. A primeira coisa que ele faz é reencontrar sua mulher, Agnes (Audrey Tautou), que passou o tempo todo esperando por ele.
 
A personagem dela é um tanto ingrata e mal resolvida nessa comédia dirigida por Pierre Salvadori. Ela não tem muita função dramática, a não ser a mulher que esperou fielmente pelo marido. Colocar Tautou no mesmo filme que Haenel, aliás, é um pouco de covardia, já que ela é capaz de devorar a eterna Amélie Poulain sem muito esforço.
 
A graça do filme vem do comportamento doidivanas de Antoine, que, certamente, o levará novamente à prisão. Cabe a Yvonne protegê-lo de si mesmo, ainda que ele nem a conheça. Essa dinâmica gera bons momentos de humor, com uma pendência para um pastelão inofensivo e sem baixaria. 

Alysson Oliveira


Trailer


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