X-Men 2

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Crítica Cineweb

24/04/2003

O início da nova aventura dos ex-humanos é de tirar o fôlego. Um mutante azulado, com rabo pontiagudo semelhante ao de um dragão, invade o Salão Oval da Casa Branca no que parece uma tentativa de matar o presidente dos Estados Unidos. Ele atravessa paredes, desaparece numa nuvem ao ser atacado e deixa em polvorosa os seguranças. Desconfia-se que o ser com aparência diabólica seja do grupo liderado por Magneto (Ian McKellen) e faça parte de um novo plano para a destruição dos seres humanos.

Kurt Wagner ou Noturno (Alan Cumming), o perseguidor do presidente, rouba a cena em sua primeira aparição. Tem a aparência de um anjo caído, principalmente por seu rabo pontiagudo, e vive numa catedral. Mas é obcecado pelo pecado e faz suas preces em alemão, puxando um terço o tempo todo.

Os mutantes da legião dos X-Men criada pelo mago dos quadrinhos Stan Lee são seres que carregam no sangue um dom que também pode ser uma espécie de maldição: poderes especiais que os diferenciam dos humanos e podem representar uma ameaça. Num país sacudido pela paranóia de um confronto permanente com o terrorismo do 11 de setembro, os personagens que saíram dos quadrinhos para as telas de cinema não poderiam ser mais atuais. Por serem diferentes são encarados como uma ameaça e estão na mira do governo e do Congresso americano, que querem criar leis que obriguem ao registro obrigatório de cada mutante. Na Alemanha nazista, os judeus também eram segregados e marcados antes de serem mortos. Magneto ainda traz no braço a marca do campo de concentração onde perdeu a família durante a II Guerra Mundial. Quando os personagens dos quadrinhos foram criados, na década de 60, o país acompanhava a luta pelos direitos civis dos negros.

Nessa continuação que ganha agilidade em relação ao filme anterior, os efeitos visuais e de maquiagem (é impossível não destacar a transformação de Rebecca Romijn-Stamos em Mística, a fiel seguidora de Magneto que incendeia a imaginação dos fãs em sua roupa justíssima que mais revela do que esconde o corpo da bela atriz) valorizam um roteiro bem construído e uma história que, mesmo inspirada em quadrinhos, não parece absurda. Muitos filmes baseados em personagens de nanquim exageram nos efeitos e esquecem da história. Como gosta de dizer Stan Lee, seus personagens estão mais próximos das pessoas de carne e osso porque dividem com os humanos os mesmos problemas e aflições.

Novamente o centro de atenções é Wolverine (Hugh Jackman), uma espécie de Dirty Harry dos super-heróis, bebedor de cerveja e apreciador de charutos que não leva desaforos para casa. No final do primeiro filme, ele abandonou a escola do professor Xavier (Patrick Stewart) em busca de suas origens. Agora ele chegará bem perto de um pesadelo do passado ao ajudar a combater o plano de um militar que planeja construir uma réplica do Cérebro, a máquina que permite a Xavier localizar todos os mutantes existentes no planeta. Com isso, ele identificaria e liquidaria os ex-humanos.

Mas o principal obstáculo é a escola, onde um grande número de adolescentes mutantes estuda e aperfeiçoa suas habilidades. Para atingir a respeitabilidade do professor, é forjado o atentado contra o presidente que serve de pretexto para a ocupação do colégio e prisão de alunos e do próprio diretor. O episódio servirá para alguns jovens colocarem em prática seus poderes, como Pyro (Aaron Stanford), que manipula o fogo e vira uma lança-chamas ambulante, e Homem de Gelo (Shawn Ashmore), o namorado de Vampira (Anna Paquin).

Cineweb-1/5/2003

Luiz Vita


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