A despedida

A despedida

Ficha técnica


País


Sinopse

Lily tem uma doença grave e sabe que morrerá em breve. Para se despedir da família, promove uma reunião durante um final-de-semana, mas feridas do passado vêm à tona.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/03/2021

O elenco de A Despedida é a primeira coisa que chama a atenção, incluindo Susan Sarandon, Kate Winslet, Mia Wasikowska e Sam Neill. Mas, à medida que o filme avança, estes grandes atores não rendem tudo o que se esperava. Dirigido por Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill), o filme é um remake do dinamarquês Coração Mudo, de 2014, dirigido por Bille August, e com roteiro de Christian Torpe, que também assina o texto da refilmagem.
 
Ao centro do longa, um tema comum a tantos filmes: uma matriarca que está com os dias contados e resolve reunir a família para se despedir. Sarandon interpreta a arquiteta Lily, que tem esclerose lateral amiotrófica, e a dor a consome cada vez mais. Por isso, resolveu que, com ajuda de seu marido e médico (Neill), irá terminar com sua própria vida. Antes disso, quer um último final-de-semana com as filhas, Jennifer (Winslet) e Anna (Wasikowska).
 
Todas as personagens aqui já passaram pela tela do cinema, da televisão, dos palcos de teatro ou páginas de literatura em versões mais bem desenvolvidas e mais complexas. Lily é a matriarca moribunda que já não se importa com nada. Jennifer é a irmã reprimida e repressora, que sempre bate de frente com a caçula, mais livre e lésbica. O problema aqui não é bem se valer dos clichês, mas a maneira como o filme não faz nada além disso. Os diálogos são rasos, como as personagens.
 
Até que Lily cumpra seus planos, muita coisa virá à tona, diferenças do passado e do presente, mal-entendidos, invejas e hipocrisia acumuladas por anos. A tensão entre a família, por mais real que seja no mundo real, aqui soa como artificial e forçada apenas para que as personagens tirem lições e aprendizados umas sobre as outras, e sobre a vida.
 
De qualquer forma, o trio de atrizes central traz às personagens certa dignidade, ao menos. Poderiam, com mais material, elevar essas figuras a outro patamar, mas o roteiro, em especial, não ajuda. Michell é um diretor competente, como já mostrou em filmes como Vênus, Amor Para Sempre e Recomeçar.

Alysson Oliveira


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