Godzilla vs Kong

Godzilla vs Kong

Ficha técnica


País


Sinopse

Depois de um bom tempo tranquilo, Godzilla subitamente passa a apresentar um comportamento agressivo e se dirige em direção à ilha onde King Kong é mantido. Os guardiões do gorila decidem mudá-lo de lugar, mas Godzilla acha sua pista. A rivalidade entre os dois emerge de forma avassaladora.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

03/05/2021

Cinquenta e nove anos depois de seu único encontro nas telas (em 1962), Godzilla e King Kong renovam a rivalidade para um pega bem maior, desta vez high tech, em que o jogo é decidir qual dos dois gigantões é o melhor. 
 
Dirigido por Adam Wingard, Godzilla vs Kong coloca em questão a imagem de protetor do planeta e da humanidade conquistada pelo lagartão japonês em seus filmes mais recentes (Godzilla, de 2014 e Godzilla II: Rei dos Monstros, de 2019), reabilitando sua agressividade e a rivalidade entre os titãs. 
 
Por alguma razão, Godzilla está atacado e saindo para quebrar tudo em seu caminho. Preocupados com a segurança de Kong, que vive protegido numa ilha e está na mira do rival, seus guardiões resolvem levá-lo para outro lugar, sob a supervisão dos cientistas Ilene Andrews (Rebecca Hall) e Nathan Lind (Alexander Skarsgard) e na companhia da garotinha Jia (Kaylee Hottle) - que tem uma conexão especial com o gorilão. Kong é sedado e acorrentado num grande navio, com escolta reforçada.
 
Apesar dos esforços para desorientar Godzilla, ele descobre a rota do rival e o ataca em pleno mar, dando origem à primeira e devastadora batalha entre os dois. Para quem gosta de luta e destruição cinematográfica, a sequência é de respeito. Mas o filme tem que continuar e uma outra batalha entre os dois é preparada para a parte final.
 
Bem longe dali, a garota Madison Russell (Millie Bobby Brown) vai tentar decifrar a grande operação secreta envolvendo os dois titãs, com a ajuda de um tipo um tanto maluquinho (Brian Tyree Henry), criando um núcleo paralelo na história, que tem por objetivo criar alguns espaços de humor - que nem sempre funcionam muito bem, mas dão tempo para que os dois grandões retomem o fôlego depois da luta no mar, em que Kong, na verdade, levou a pior.
 
Nesta história, Kong está mais humanizado do que nunca, através de sua ligação especial com a encantadora Jia - que é surda-muda e se comunica por sinais - e também numa volta para casa em que o filme gasta alguns outros vigorosos efeitos CGI. Retornando à Terra Oca de sua origem, Kong vai ter a oportunidade de recuperar seu machado épico. Mas é acompanhado, além dos honestos cientistas, por uma trupe inescrupulosa a serviço do milionário Walter Simmons (Demián Bichir), que tem sua agenda própria nessa guerra de titãs.
 
Quando se chega, finalmente, à parte de Hong Kong, Kong e Godzilla vão ter que enfrentar não somente um ao outro mas também um robô gigante, Mechagodzilla. É quando os dois titãs redescobrem a vantagem de ter aliados para enfrentar um mal maior.
 
Amparado num orçamento estimado em cerca de US$ 200 milhões, Godzilla vs Kong tira bom proveito de dois monstrengos da velha guarda - o primeiro, de 1954, o segundo, de 1933 - gastando o melhor do CGI para suas realizar suas façanhas demolidoras. É, evidentemente, o tipo de diversão descompromissada de quem gosta de assistir filmes de ação sem maiores complicações.

Neusa Barbosa


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