Trem-bala

Ficha técnica


País


Sinopse

"Joaninha" é um matador profissional azarado e, por conta de diversos desastres, ficou traumatizado e foi para a terapia. Voltando à ativa, sua chefe Maria o coloca num trem japonês de alta velocidade, com a missão de roubar uma maleta e descer. Mas a bordo há muito mais gente interessada nessa maleta e disposta a matar por ela.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

13/07/2022

Um trem japonês de alta velocidade, assassinos profissionais a bordo e uma pegada meio Tarantino, meio Guy Ritchie embalam a aventura de ação Trem-Bala, em que o maduro galã Brad Pitt encarna o tipo de matador mais zen de todos os tempos - combinando com a origem da história original, inspirada em obra do celebrado autor japonês Kotaro Isaka. Isaka, aliás, só agora teve seu primeiro livro traduzido no Brasil (justamente Trem-Bala). Ele assina o roteiro ao lado de Zak Olkewicz, garantindo fidelidade a uma trama que acumula perigos e encontros perigosos nos apertados corredores do trem.
 
O diretor David Leitch (Deadpool 2) esbanja o vasto conhecimento acumulado como coordenador de dublês para desencadear o ritmo alucinante de um filme que depende de ações físicas muito coreografadas e de alto impacto, não raro sanguinolentas, como seria de se esperar, ainda que sem perder de vista a vocação cômica.
 
Brad Pitt encarna Joaninha, nome de guerra para um experiente matador profissional que, por ser azarado, envolveu-se numa série de desastres e terminou buscando ajuda da terapia. Apoiado à distância em longos telefonemas com a chefe Maria (Sandra Bullock), ele volta à ativa para uma missão supostamente simples: tudo o que deve fazer é apossar-se de uma maleta dentro do trem, descendo na estação seguinte.
 
O que há nessa maleta e de onde ela veio, Joaninha nem desconfia - caso contrário, talvez pulasse fora da empreitada. Evidentemente, há muita gente de olho nessa maleta a bordo e que nenhum deles/delas vai conformar-se que a preciosa bagagem desapareça tão facilmente assim. No páreo, está uma dupla de matadores, Tangerina (Aaron Taylor-Johnson) e Limão (Brian Tyree Henry), encarregados de devolver ao chefe um filho que resgataram de sequestradores (Logan Lerman). Outros passageiros com agendas próprias são a dissimulada Prince (Joey King), o impulsivo Lobo (Bad Bunny), a elétrica Besouro (Zazie Beetz) e o atormentado Kimura (Andrew Koji) - este, em busca de vingança contra aqueles que agrediram seu filho pequeno, Wataru, que está no hospital.
 
Só com a vida pregressa de cada um destes passageiros, traduzida em saborosos flash backs, o filme cria o alucinante zigue-zague de sua estrutura, intercalado com sequências de luta que utilizam os cenários à mão - o bar do trem, suas janelas, eventualmente suas partes externas, com todo o apetite de destruição que este gênero de ação costuma ter.
 
O diferencial para tanta briga e tanta morte - sim, nem todos chegarão ao seu destino - é o recurso a um tipo de humor que só cabe dentro deste universo, que remete a um videogame em alta velocidade. No meio de uma enxurrada de desastres, ainda há espaço para a intervenção de dois pais, O Velho (Hiroyuki Sanada) e Morte Branca (Michael Shannon), com suas próprias contas a ajustar. Difícil imaginar que alguma engrenagem sobre de pé. 

Neusa Barbosa


Trailer


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