Dogma do Amor

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Crítica Cineweb

12/11/2003

O diretor dinamarquês Thomas Vinterberg comprova em seu segundo longa, Dogma do Amor, que o movimento Dogma 95, do qual é um dos fundadores, é apenas um retrato na parede em Copenhague. Os jovens e inquietos cineastas que propuseram voltar às origens do cinema, abandonando todos os artifícios cinematográficos em busca da "pureza" da arte, já estão muito distanciados dos preceitos ferrenhos que defendiam.

O primeiro a pular do barco foi Lars Von Trier com Dançando no Escuro, Palma de Ouro em Cannes em 2000, que em nada lembra Os Idiotas, sua polêmica produção anterior, Dogma 95 total no conteúdo e na forma. Vinterberg, cultuado por Festa de Família, cercou sua segunda produção de mistério e entregou a encomenda com uma embalagem muito diferente da que se poderia esperar. Reflexo de maturidade pessoal e artística, Dogma do Amor é um novo rompimento com as fórmulas de seu grupo, que se expressa num ensaio catastrófico mas ao mesmo tempo poético de como será o mundo em 2021.

A câmera de Vinterberg não é mais nervosa, desfocada. A ausência de luz natural é substituída por uma iluminação artificial que valoriza as sombras em ambientes fechados e em becos nova-iorquinos. Difícil classificar o gênero de uma história que passa do romance para a ficção científica e para o thriller hitchcockiano em questão de minutos e se mantém como uma espécie de fábula pós-moderna.

No ano de 2021, o planeta passa por transformações ambientais intrigantes. Neva em Nova York, em Paris e Veneza em pleno verão. Em Uganda, um estranho fenômeno mostrado pelas emissoras de TV interfere na lei da gravidade. Nas ruas de Nova York, centenas de cadáveres atrapalham o caminho dos pedestres. São pessoas atingidas por uma misteriosa doença cardíaca, talvez resultado da falta de amor.

É nessa cidade que desembarca John (Joaquin Phoenix), um polonês que chegou para assinar os papéis de divórcio da ex-mulher, Elena (Claire Danes), uma bela patinadora controlada por um grupo empresarial entrincheirado num hotel, lembrando uma típica família mafiosa.

Mas em vez de se separarem definitivamente, ambos acabam se reaproximando. Sentindo-se ameaçada por seus empresários, Elena consegue a ajuda de John para fugir da cidade e tentar sair do país. O plano fracassa e só então John descobre o motivo que leva o grupo a manter um controle tão rígido sobre os movimentos de sua mulher. Ela foi clonada e outras três bailarinas estão sendo treinadas para desempenhar seu papel.

Nos céus, a bordo de um avião, o irmão de John, Marciello (Sean Penn), passa o tempo ao telefone celular tecendo considerações filosóficas sobre a vida. Marciello, que tinha medo de voar, foi submetido a uma overdose de medicamentos e agora não consegue ficar em terra. Ele vê o mundo do alto e acompanha o resfriamento da superfície. O planeta está se transformando numa bola de gelo.Visto do alto, esse é o planeta previsto para 2021: frio, desumanizado, que condena seus habitantes a uma morte lenta e misteriosa. Unidos pela força do amor, John e Elena procuram resistir, sem saber se terão outra chance para recomeçar a vida.SINOPSEO diretor dinamarquês Thomas Vinterberg conta em Dogma do Amoruma história romântica de forma muito peculiar e instigante, misturando romance, ficção científica e thriller. Em seu segundo longa depois de Festa de Família, Vinterberg rompe com os preceitos do movimento Dogma 95, que ajudou a criar, e faz uma fábula sobre as relações humanas no ano de 2021.

John (Joaquin Phoenix ) é um polonês que retorna a Nova York para assinar os papéis de divórcio de sua mulher, a bailarina Elena (Claire Danes ). Mas os dois voltam a se apaixonar e o esperado rompimento não se realiza. Ao contrário, John terá de protegê-la contra a ação de um grupo empresarial que tem poder absoluto sobre a vida e a carreira da artista.

Não só o relacionamento de ambos está ameaçado. O mundo em sua volta passa por transformações climáticas e humanas impressionantes: começa a nevar em pleno verão, a lei da gravidade sofre alterações em Uganda e ninguém sabe o motivo. Pelas ruas de Nova York, centenas de pessoas são atingidas por uma misteriosa doença cardíaca e seus corpos sem vida ficam abandonados.

Para o irmão de John, Marciello (Sean Penn ), que observa o mundo do alto, a bordo de um avião, tudo tem a ver com o amor.

Luiz Vita


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