(de A Viúva de Saint-Pierre), foi lançado diretamente em vídeo e DVD no Brasil. É um Leconte legítimo, da melhor safra, com dois atores afinadíssimos, apesar da diferença radical de experiência do veterano Jean Rochefort (que faz aqui sua sexta parceria com o diretor) e o astro de rock francês desde os anos 60, Johnny Hallyday. É uma história original (de Claude Klotz), impregnada por aquele tom bizarro e surreal e, no entanto, profundamente humano que permeia todas as obras do diretor.O roteiro flui com as imagens com a naturalidade de um curso de água sem obstáculos. Trata de três dias de convivência entre dois homens totalmente distintos, um bandido que simpatiza com a idéia da rotina e da domesticidade (Hallyday, que faz um tipo à la Clint Eastwood), e um professor aposentado que sonha com aventuras que nunca foi capaz de encarar: assaltar o banco da cidade, viajar, comprar uma briga (Rochefort).A partir dessa troca humana entre o caubói de poucas palavras e o mestre tagarela constrói-se um filme amoroso e sutil, pleno de emoções profundas, carregado por diálogos de uma inteligência, clareza e humor exemplares. O cinema de Leconte sabe falar, não só por imagens, como também pelas melhores frases e palavras possíveis.Como todo mestre, Leconte é humilde. Na conferência de imprensa no Festival de Veneza, em que foi enormemente elogiado pelos jornalistas, o diretor afirmou placidamente que faz todos os seus filmes com a mesma paixão. "Mas um filme é algo muito frágil. Às vezes, se atinge o que se procura, às vezes não", explicou. Para ele, fazer cinema é uma combinação entre respeito - pelos atores, pela história, pela luz - e a iconoclastia. "Às vezes, é preciso também ser iconoclasta", destacou. Não há melhor fórmula em que enquadrar seu cinema, que fala de coisas profundas, como fazia o polonês Andrzej Kieslowski, mas de uma maneira toda própria.
Exibido em competição no Festival de Veneza em 2002, Uma Passagem para a Vida, novo trabalho do diretor francês Patrice Leconte
(de A Viúva de Saint-Pierre), foi lançado diretamente em vídeo e DVD no Brasil. É um Leconte legítimo, da melhor safra, com dois atores afinadíssimos, apesar da diferença radical de experiência do veterano Jean Rochefort (que faz aqui sua sexta parceria com o diretor) e o astro de rock francês desde os anos 60, Johnny Hallyday. É uma história original (de Claude Klotz), impregnada por aquele tom bizarro e surreal e, no entanto, profundamente humano que permeia todas as obras do diretor.O roteiro flui com as imagens com a naturalidade de um curso de água sem obstáculos. Trata de três dias de convivência entre dois homens totalmente distintos, um bandido que simpatiza com a idéia da rotina e da domesticidade (Hallyday, que faz um tipo à la Clint Eastwood), e um professor aposentado que sonha com aventuras que nunca foi capaz de encarar: assaltar o banco da cidade, viajar, comprar uma briga (Rochefort).A partir dessa troca humana entre o caubói de poucas palavras e o mestre tagarela constrói-se um filme amoroso e sutil, pleno de emoções profundas, carregado por diálogos de uma inteligência, clareza e humor exemplares. O cinema de Leconte sabe falar, não só por imagens, como também pelas melhores frases e palavras possíveis.Como todo mestre, Leconte é humilde. Na conferência de imprensa no Festival de Veneza, em que foi enormemente elogiado pelos jornalistas, o diretor afirmou placidamente que faz todos os seus filmes com a mesma paixão. "Mas um filme é algo muito frágil. Às vezes, se atinge o que se procura, às vezes não", explicou. Para ele, fazer cinema é uma combinação entre respeito - pelos atores, pela história, pela luz - e a iconoclastia. "Às vezes, é preciso também ser iconoclasta", destacou. Não há melhor fórmula em que enquadrar seu cinema, que fala de coisas profundas, como fazia o polonês Andrzej Kieslowski, mas de uma maneira toda própria.
(de A Viúva de Saint-Pierre), foi lançado diretamente em vídeo e DVD no Brasil. É um Leconte legítimo, da melhor safra, com dois atores afinadíssimos, apesar da diferença radical de experiência do veterano Jean Rochefort (que faz aqui sua sexta parceria com o diretor) e o astro de rock francês desde os anos 60, Johnny Hallyday. É uma história original (de Claude Klotz), impregnada por aquele tom bizarro e surreal e, no entanto, profundamente humano que permeia todas as obras do diretor.O roteiro flui com as imagens com a naturalidade de um curso de água sem obstáculos. Trata de três dias de convivência entre dois homens totalmente distintos, um bandido que simpatiza com a idéia da rotina e da domesticidade (Hallyday, que faz um tipo à la Clint Eastwood), e um professor aposentado que sonha com aventuras que nunca foi capaz de encarar: assaltar o banco da cidade, viajar, comprar uma briga (Rochefort).A partir dessa troca humana entre o caubói de poucas palavras e o mestre tagarela constrói-se um filme amoroso e sutil, pleno de emoções profundas, carregado por diálogos de uma inteligência, clareza e humor exemplares. O cinema de Leconte sabe falar, não só por imagens, como também pelas melhores frases e palavras possíveis.Como todo mestre, Leconte é humilde. Na conferência de imprensa no Festival de Veneza, em que foi enormemente elogiado pelos jornalistas, o diretor afirmou placidamente que faz todos os seus filmes com a mesma paixão. "Mas um filme é algo muito frágil. Às vezes, se atinge o que se procura, às vezes não", explicou. Para ele, fazer cinema é uma combinação entre respeito - pelos atores, pela história, pela luz - e a iconoclastia. "Às vezes, é preciso também ser iconoclasta", destacou. Não há melhor fórmula em que enquadrar seu cinema, que fala de coisas profundas, como fazia o polonês Andrzej Kieslowski, mas de uma maneira toda própria.
