26/08/2026
Comédia Drama

A Voz do Coração

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A corrida para o Oscar de melhor filme estrangeiro tem se tornado mais uma questão de lobby do que de qualidade cinematográfica. Os países parecem estar mais preocupados em ser representados por filmes com características que são quase um tiro certeiro para uma indicação do que por produções de melhor qualidade. O brasileiro Olga só serve para provar isso. Assim como o francês A Voz do Coração, um drama de arrancar lágrimas, com crianças no papel principal e a guerra como pano de fundo - dois temas que os votantesda Academia adoram.

Na década de 1940, Clément Mathieu (Gérard Jugnot) vai trabalhar em um internato chamado "O Fundo do Poço". Quem mora nessa escola são crianças consideradas delinqüentes ou aquelas que perderam os pais na guerra, como é o caso do pequeno Pépinot, que todos os sábados fica no portão da escola esperando por sua família que nunca vai aparecer. A escola é dirigida pelo não muito honesto Rachin (François Berléand).

Mesmo cercado por crianças desordeiras, Clément deixa aflorar a sua grande paixão: a música. No início, alunos e professor têm uma relação tensa e complicada, mas as aulas de canto do novo mestre poderá romper uma barreira e transformar a vida daqueles meninos. O mais influenciado será Pierre Morhange (Jean-Baptiste Maunier), um rapaz de voz angelical, mandado para a escola pela mãe solteira que perdeu o controle sobre ele.

Apesar da temática já ter sido explorada pelo cinema uma dezena de vezes, A Voz do Coração ainda é um filme interessante, principalmente por conta do trabalho de um competente elenco mirim. O talentoso Maunier, de 13 anos, se tornou um astro na França, graças ao seu talento vocal. Esse longa, aliás, foi o filme de maior sucesso naquele país nas férias de verão, chegando a bater Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

O filme marca a estréia na direção de longas do produtor francês Christopher Barratier. Ele, por sua vez, já foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro por Himalaia (1999) e na categoria de documentários por Migração Alada (2001). O roteiro é baseado no filme La Cage Aux Rossignol (1945), dirigido por Jean Dréville.
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