Após brigar com o namorado, Joey (Qi Shu) toma uma overdose de pílulas para dormir num quarto de hotel, mas é salva por funcionários. No hospital, descobre estar grávida e resolve reatar com o pai do bebê, mas ele não quer ficar com ela. Emocionalmente instável, a moça começa a ter visões com mortos. Em especial com uma moça que se jogou nos trilhos do trem.
Numa nova visita ao hospital, ela fica presa em um elevador com uma equipe de enfermeiras e uma outra grávida, prestes a dar à luz. É nesse momento que Joey percebe os horrores que a cercam.
Visões causará um estranhamento ao público mais acostumado a terrores escuros, com cortes à la MTV, trilha sonora cheia de ruídos inúteis e suspostamente assutadores. O longa contraria essas regras que estão fixadas no cinema deste gênero produzido em Hollywood. Embora sua música seja excessiva e, às vezes, irritante, ela foge dos sustos e a montagem dá o tempo certo às cenas.
Embora mais simples e menos sofisticado do que a febre de remake de filmes de terror asiático que tomou o cinema nos últimos tempos, Visões tem mais personalidade do que muitos chamados e gritos. The Eye – A Herança fez sucesso em Hong Kong e nos EUA, o segundo arrecadou mais de um milhão de dólares no seu país natal. Não será nenhuma surpresa se nos próximos anos os filmes ganharem remakes norte-americanos, como Ringu e O Grito. Os direitos autorais já foram, inclusive, adquiridos por estúdios norte-americanos.
