O protagonista Alberto (o jovem ator português Diogo Morgado) é um monarquista que, em 1912, participa da última e malsucedida rebelião para impedir a chegada da república a Portugal. Para escapar à prisão, foge para o Brasil, onde encontra emprego num seringal. Sem outra opção, aprende o ofício de seringueiro do colega Firmino (Chico Díaz), um matuto que lhe ensina também algumas espertezas de que o jovem intelectualizado e urbano necessita para sobreviver num ambiente que lhe é adverso em tudo.
O refinamento de Alberto não escapa aos olhos de Juca Tristão (Cláudio Marzo), que o transfere para o trabalho contábil no armazém do seringal, que é de sua propriedade. Introduzido no restrito círculo em torno de Tristão, Alberto vive uma paixão incontrolável com a bela esposa do gerente local (Gracindo Jr.), dona Yayá (Maitê Proença).
Colocando grande ênfase na hostilidade da natureza e, especialmente, na violência dos índios contra os brancos – um detalhe que o escritor brasileiro Milton Hatoun considera um traço preconceituoso do autor do livro – o filme embarca num grande maniqueísmo. A dramaturgia precária não sustenta o interesse na história, que fica parecendo uma novela malfeita.
