Juntamente com outros três filmes do Cinédia, Mulher passou por uma completa restauração de som e imagem. O filme, que é mudo com intertítulos, recuperou inclusive sua trilha sonora original, cujos discos originais, gravados no antigo método vitaphone, foram reencontrados em 2001 na Cinemateca Brasileira, depois de estarem perdidos por décadas.
Com cenas bastante ousadas para a época de seu lançamento, em 1931, e considerado um marco no surgimento do erotismo no cinema brasileiro, Mulher conta a história de Carmen (Carmen Violeta), bela jovem que mora numa favela e desperta os desejos de todos os homens do lugar, inclusive seu padrasto (interpretado por Humberto Mauro, que também assina a fotografia do filme). Ela resiste e encontra apoio no namorado, Milton (Milton Marinho). Mas é expulsa de casa e descobre que o namorado, na verdade, é casado.
Além de Mulher, três outros títulos do estúdio sofreram restauração: 24 Horas de Sonho (1941), de Chianca de Garcia, Romance Proibido (1944), de Adhemar Gonzaga (o fundador do estúdio, falecido em 1978) e Anjo do Lodo (1951), de Luiz de Barros. O trabalho de recuperação durou um ano e meio e foi realizado conjuntamente pela Cinemateca Brasileira e a Rob Filmes, com patrocínio da Petrobras.
