A sensação de asfixia é realçada pelas tomadas noturnas ou em recintos fechados durante todo o desenrolar do filme. Numa noite chuvosa, Fenton Meiks (Matthew McConaughey) chega ao escritório do FBI em Dallas à procura do agente Wesley Doyle (Powers Boothe), encarregado das investigações sobre um serial killer, conhecido por deixar bilhetes com a frase "Pelas mãos de Deus". O jovem tenta convencer o agente de que este assassino está morto e é seu irmão Adam. Para persuadi-lo, Fenton começa a contar toda a história da família.
Ele e o irmão viviam com o pai (Bill Paxton), após a morte da mãe, numa pequena cidade do meio-oeste americano. Funcionário de uma oficina mecânica, o homem se dedicava exclusivamente aos filhos. O pacato cidadão, numa noite qualquer, acorda e acredita ter tido uma visão, durante a qual um anjo o convoca a combater os demônios que estão à beira de dominar o mundo. O anjo lhe dá uma lista com os nomes das supostas personificações do Mal. E com um machado nas mãos e uma idéia fixa na cabeça, o pai sai em busca das vítimas, forçando seus filhos a acompanhá-lo.
Um thriller carregado de boas intenções, com uma direção competente para um roteiro um tanto quanto frouxo. Existem alguns furos nesta violenta história sobre o resultado que pode ter a solidão aliada à ignorância e ao fanatismo religioso. O destaque maior é para as interpretações de Bill Paxton, que através de um semblante calmo passa veracidade no papel de um fanático, e do jovem Matthew O´Leary, intérprete de Fenton na adolescência.
Cineweb-8/11/2002
