Lançada no final dos anos 70 na TV norte-americana, o programa chegou a quase 150 episódios e seis temporadas. Não havia nada de peculiar no seriado que mostrava uma pacata dupla de primos de uma pequena cidade dos EUA que só queriam se divertir, mas em seu caminho sempre tinham um ricaço atrapalhando. Basicamente, essa trama servia de desculpa para mostrar a outra prima da família vestindo um shorts minúsculo, e algumas perseguições de carro.
Vinte anos depois da extinção da série, a ‘história’ é a mesma com o agravante de que vinte anos se passaram. Em sua essência, Os Gatões – Uma Nova Balada é apenas um pouco de entretenimento sem nenhum comprometimento com o bom gosto ou inteligência. Mas não é bem isso. O longa nada mais é do que fazer uma gozação com o jeito peculiar dos nativos do sul dos EUA. Nada contra esse tipo de chacota – mas ajudaria se o roteiro fosse realmente engraçado.
Dirigido por Jay Chandrasekhar (Super Tiras) e escrito por Jonathan L. Davis (
Luke Hazzard é feito por John Konxville, da série Jackass, é o galã da dupla de primos. Já o abobalhado Bo é interpretado, na falta de outra palavra, por Sean Willian Scott (de American Pie), que, aparentemente, seria uma escolha óbvia para o papel. Mas o perfil natural de aparvalhado do ator nada tem de engraçado. A prima bonitona fica a cargo de Jessica Simpson que nada faz além de andar de um lado para outro vestindo um microshorts jeans.
O cantor country Willie Nelson faz um tio da família Hazzard e tem também alguns dos momentos mais ingratos do filme. Além de contar umas piadas sem graça ele canta o tema dos créditos finais, enquanto são mostrados alguns erros de gravação – que são mais constrangedores do que o filme como um todo. É algo de errado num filme que precisa mostrar os erros de gravação para conseguir arrancar algumas risadas de sua platéia. O que é o caso aqui.
