Dentro do filme, Boo e Zino são duas personagens de um desenho animado de sucesso. Morando na terra mágica chamada Gaya, eles passam o tempo vivendo aventuras. Enquanto o segundo é considerado o herói, o primeiro é apenas o inventor. O maior inimigo da dupla são os Snurks, que a todo custo querem roubar a atenção.
Tudo indicava que este seria mais um dia tranqüilo em Gaya. Boo e Zino iriam ganhar uma corrida de carros, apesar dos Snurks tentarem trapacear, Alanta, a filha do rei, finge ser homem para ganhar a corrida e provar que não é uma menina mimada, entre outras coisas. Até o momento que um cientista maluco – do mundo real – acaba teletransportando esses personagens para o mundo de verdade e junto leva o cristal que protege Gaya – sem ele, toda a vida naquela terra irá terminar.
O filme acompanha a aventura desse grupo de personagens perdidos no mundo dos humanos e tentando voltar para Gaya. Eles vão procurar ajuda de Albert, o criador do desenho, que nem desconfia que suas criações saíram da tela da TV. Enquanto isso, são perseguidos pelo cientista.
A animação pobre à parte, o roteiro padece da falta de criatividade e humor. Alguns momentos pegam pesado demais, levando em conta que o filme se destina às crianças pequenas. Como quando Boo, por exemplo, filosofa dizendo ‘penso logo existo’. Até aquilo que a animação pretende discutir em alguns momentos, como o livre arbítrio, é negado no final, resultando em algo negativo.
Na versão brasileira, a dublagem do personagem principal é feita por Márcio Garcia, enquanto os demais pegam emprestadas as vozes dos apresentadores do programa de TV Pânico. Sabrina Sato dubla a princesa Alanta, e, como é sua marca registrada, força a letra ‘r’, no seu sotaque de interior paulista artificial. Na cópia apresentada à imprensa, em diversas cenas, a dublagem e os movimentos labiais dos personagens estavam fora de sincronia.
