O termo Einstein do sexo foi-lhe atribuído por jornalistas americanos nos anos 30 e mereceu do personagem real um comentário espirituoso: "Acho muito bom, mas o melhor seria chamar Einstein de Hirschfeld da física". No filme, o sexólogo é interpretado pelos atores Kai Schuhmann (quando jovem) e Friedel von Wangenheim (na maturidade), recompondo uma história de vida marcada pelo amor impossível por um barão, um relacionamento feliz com um jovem, Karl Giese, e a oposição implacável de um escritor direitista, Adolf Brand.
O diretor, que atende pelo nome artístico de Rosa von Praunheim, também é uma figura de proa do movimento gay alemão. Nascido Holger Mischwitzki, em Riga, em 1942, estudou pintura em Berlim antes de tornar-se assistente de direção dos cineastas Werner Schroeter e do underground Gregory Markopoulos. A seguir, partiu para uma obra engajada e pessoal desde o semidocumental Não É o Homossexual que é Perverso, Mas a Situação que Ele Vive. Este foi um dos filmes integrantes de uma retrospectiva do diretor na 11a. Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, em 87.
