Como a primeira seqüência, de 2003, este longa é a variação sobre o mesmo tema. Com o retorno do diretor e roteirista James Wong, responsável pelo filme original, de 2000, a franquia volta a ganhar em termos de energia e criatividade. Já que não dá para fugir do final, o que conta é como se chega até lá. E desta vez é bem mais impressionante e menos risível do que no segundo longa da série.
O pontapé inicial é dado com um acidente de montanha-russa, do qual escapam uma garota, o amigo de seu namorado e alguns conhecidos. Tudo isso porque ela previu o acidente, mas ninguém acreditou nela até que a catástrofe aconteceu. Enquanto fica remoendo suas dores, descobre que as fotos tiradas no parque antes de tudo acontecer são pistas de como seus conhecidos – e ela – irão morrer, em ‘acidentes’ sanguinolentos.
Não cobre lógica, explicações ou muita coerência – embora sempre exista muita criatividade. Duas patricinhas à la Paris Hilton são as primeiras – e suas mortes envolvem câmeras de bronzeamento artificial. A Morte, porém, é metódica. Seguindo a mesma ordem que usaria na montanha-russa, resta à sobrevivente tentar salvar as outras pessoas – até que chegue a sua própria vez de fugir do destino final.
Premonição 3 é o tipo de filme que tem um público específico – e este não deve se decepcionar. O sangue abunda, assim como o masoquismo. Depois de assistir ao filme, vai ter gente pedindo certificado de segurança de montanha-russa antes de entrar no brinquedo. Ou ficando arrepiado, toda vez que o metrô fizer um barulho estranho.
