A história é confusa, até porque existem duas dezenas de livros que relatam o assunto com as mais estapafúrdias teorias. No entanto, a maioria delas coincidem em um ponto: Kathryn Batts, considerada uma bruxa no vilarejo de Red River, lança uma maldição sobre a família Bell, e um poltergeist passa a atacá-los violentamente, até que uma tragédia maior põe fim ao fenômeno.
Um relato que, diga-se, demorou bastante para chegar às telas, visto a enormidade de informações a respeito. No entanto, quando finalmente ganha sua versão cinematográfica, o resultado é uma história tão absurda quanto a própria lenda.
Escrito, produzido e dirigido por Courtney Solomon (responsável pelo desastroso Dungeons & Dragons), a produção não aproveita nada de bom que essa história carrega há quase duzentos anos. O roteiro recorre a chavões do gênero desnecessariamente e abusa de situações que só dão sustos nos espectadores. Pior: não consegue sequer fazer com que a tal assombração seja um elemento aterrorizante para quem assiste ao filme.
Sem equilíbrio e repleto de falhas narrativas, o filme é também assustadoramente pobre em efeitos especiais (se comparado a produções similares como A Névoa). Solomon, nesse sentido, parece ter errado em várias etapas, incluindo aí uma inexplicável mudança cromática que acompanha as mais diferentes situações.
No fim, o que segura o filme é a presença dos veteranos Donald Sutherland e Sissy Spacek, que dão maior peso dramático e credibilidade à produção. A bela jovem Rachel Hurd-Wood também não desaponta no papel da garotinha atormentada pelo suposto espírito. No entanto, os fãs de filmes como Maldição dificilmente irão ao cinema apenas para admirar a performance dos três atores.
