Londres, 1942. A jovem escocesa Charlotte Gray (Cate Blanchett) é abordada por um homem, durante uma viagem de trem, em busca de voluntários para lutar ao lado da Resistência Francesa. O que parece inviável para a moça transforma-se na única maneira de reencontrar o namorado e piloto (Rupert Penry-Jones) enviado à França. Depois de exaustivos treinamentos, Charlotte recebe o codinome de Dominique e a primeira missão: transportar válvulas de rádio para o sul do país e entregá-las a Julien Levade (Billy Crudup), líder da Resistência local.
Para evitar suspeitas, enquanto permanece no pequeno vilarejo, a bela jovem trabalha na casa do pai de Julien (Michael Gambon), um homem severo mas generoso que abriga duas crianças judias cujos pais foram levado pelos nazistas. Entre atentados terroristas e afazeres domésticos, Charlotte testemunha a tomada da França pela Gestapo e suas conseqüências para toda a população francesa.
A bela fotografia de Charlotte Gray - Uma Paixão sem Fronteiras não encobre problemas nas cenas ambientadas na França - diga-se de passagem, mais da metade do filme - nas quais o inglês passou a ser a única língua falada, mesmo entre os habitantes locais. Soa inverossímil e torna banal o esforço da personagem em se fazer passar por francesa.
