06/06/2026
Drama

Quarta B

Depois de achar um tijolo de maconha na sala de aula da quarta série B, o diretor de uma escola convoca uma reunião com os pais dos alunos, para descobrir a quem pertence a droga. O encontro é cercado de tensão e desavenças. É aí que muitas verdades vêm à tona.

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Ganhador do prêmio de público na Mostra SP em 2005, o longa é escrito e dirigido por Marcelo Galvão, que começou sua carreira fazendo publicidade. O filme se propõe a ser uma crítica à classe média, sua hipocrisia e as complicadas relações entre pais e filhos.

O excesso de modernidade formal do filme não permite que Galvão e sua história cheguem a lugar algum. O diretor mostra estar em sincronia com o Dogma 95 ao usar câmera na mão, que treme muito, criando imagens fora de foco e cortes bruscos. Mas nunca vai a fundo na corrosão que gostaria de mostrar.

Quart4 B é uma reunião de pais numa tarde de domingo chuvoso em São Paulo. O motivo do encontro é que foi encontrado um tijolo de maconha na sala de aula, e a professora e o diretor querem discutir o assunto, descobrir que é o dono – não para punir, mas para orientar.

Assim, Galvão propõe uma radiografia , que resulta bem superficial, da classe média, na qual os filhos – a quem nunca vemos – são reflexo do comportamento dos pais. O garoto que apanha em casa, bate nos amigos da escola. O menino superprotegido pela mãe tem um comportamento meio ‘afeminado’, como diz um outro pai.

Quart4 B não cria personagens, mas tipos humanos, meros estereótipos que, nas mãos do diretor, servem apenas de marionetes para a sua visão classe média da própria classe média e da maconha. Isso acontece principalmente quando os pais decidem experimentar a droga e sentir na pele os efeitos. O que se passa é uma liberação de seus desejos e frustrações, nunca muito fora da bolha social a que pertencem.

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