Na trama, agentes do FBI (Ray Liotta e Ryan Reynolds) tentam prender um mágico chamado Buddy “Aces” Israel (Jeremy Piven), que é uma testemunha-chave para desmontar um esquema da máfia. Porém, eles não são os únicos de tocaia. Há alguns matadores de aluguel e agentes infiltrados que também querem a cabeça do rapaz. E até um trio de caçadores de recompensa, um deles vividos por Ben Affleck, que aliás aparece muito pouco no filme e parece só ter entrado nos créditos como chamariz.
Israel começou sua carreira na máfia fazendo apresentações para chefões. Depois, mais experiente, quis fundar sua própria gangue. Sua falta de tato para os negócios acaba expondo toda a organização que o criou, em especial seu antigo padrinho Primo Sparazza (Joseph Ruskin), de quem sabe segredos que não podem vir à tona.
O diretor parece tentar provar que é capaz de fazer um filme descolado, sanguinolento e pop. A fotografia usa um filtro que dá uma tonalidade esverdeada às imagens. A montagem é feita de cortes rápidos e truques, como câmera acelerada. Mas nada disso disfarça a fragilidade geral do enredo e da direção.
A Última Cartada amontoa tiroteios, sangue e clichês – o que resulta em pura violência gratuita. Mais de meia hora de filme se resume a uma troca de tiros entre mafiosos, polícia e outros criminosos, num hotel em Las Vegas, sem uma boa razão para tanta demora num cenário só. No fim, este filme mais parece uma versão mal feita de Os Infiltrados, com algumas pitadas de Os Bons Companheiros.
