21/07/2026
Documentário

Somos Todos Um

Seguindo a mesma proposta dos recentes Quem Somos Nós? e O Segredo, de auto-ajuda no cinema, este documentário dirigido por Ward Powers, um advogado sem nenhuma experiência cinematográfica anterior, coloca as chamadas grandes questões a gurus, líderes espirituais e gente comum. “O que acontece quando morremos?”, “Qual o sentido da vida?”, e “Descreva Deus” são algumas das indagações levantadas. Os entrevistados são Para tentar responder a essas dúvidas, estão em cena celebridades como o Dalai Lama, o autor de livros Deepak Chopra, Thich Nhat Hahn, monge budista vietnamita, indicado ao Prêmio Nobel da Paz, e Robert Thurman, acadêmico, ex-monge budista e pai da atriz Uma Thurman.

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Depois de o mercado editorial em todo o mundo ter sido inundado por publicações de auto-ajuda, nas últimas décadas, agora é o cinema que começa a abrir suas portas para obras que exaltam o poder mental e espiritual do ser humano. Seguindo a mesma proposta dos recentes Quem Somos Nós? e O Segredo, chega às telas Somos Todos Um.

Dirigido por Ward Powers, um advogado sem nenhuma experiência cinematográfica anterior, o documentário coloca as chamadas grandes questões a gurus da auto-ajuda, líderes espirituais e gente comum. “O que acontece quando morremos?”, “Qual o sentido da vida?”, e “Descreva Deus” são algumas das indagações levantadas.

Para tentar responder a essas dúvidas, estão em cena celebridades como o Dalai Lama, o autor de livros Deepak Chopra, Thich Nhat Hahn, monge budista vietnamita, indicado ao Prêmio Nobel da Paz pelo reverendo Martin Luther King Jr., e Robert Thurman, acadêmico, ex-monge budista e pai de Uma Thurman. Thurman, aliás, proporciona um dos momentos mais interessantes do filme. Convocado a expressar a situação do mundo atual sem usar palavras, ele apenas dá um olhar solene.

Surgem também figuras menos conhecidas e mais inusitadas. Barbara Marx Hubbard é uma mulher que se diz arquiteta social e fundadora de uma sociedade que visa a harmonia universal. Já Dragonfly, também chamada de “Fada do Woodstock”, mora num refúgio nas montanhas e passa o tempo enfeitando o rosto de crianças – para ela, os anos hippies parecem não ter acabado. Há também o sem-teto Chris Willis que mora no Colorado e diz ter algo espiritual a ensinar às pessoas.

O que muitos dos entrevistados parecem ter em comum é a opinião de que temos medo de nós mesmos e que há um preço a pagar quando se confronta suas fobias e ansiedades. Ou seja, nada mais do que um batido lugar-comum.

Ward resolveu fazer esse filme pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando teve a impressão de que o mundo estava se dividindo em grupos opostos. Ele acredita que com seu documentário poderá promover a união universal.

Com uma visão new age do mundo, Somos Todos Um teve uma distribuição peculiar nos Estados Unidos, quando ficou pronto, em 2005. Sem apoio de grandes empresas distribuidoras, Ward lançou o filme em poucas salas e foi expandindo-o para o restante do país e outros continentes.

O diretor também acredita que a sua crença na energia da unicidade foi a responsável pela produção do longa, superando assim sua completa falta de experiência no cinema e os recursos limitados de seu orçamento.

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