A bem da justiça, é bom lembrar que não é tudo culpa do ator. O roteiro é péssimo (vamos aos nomes: Kim Barker, Tim Rasmussen e Vince Di Meglio) e a direção (de Ken Kwapis), displicente. O enredo tropeça tanto em seus próprios clichês que não sobra nada para rir. Apenas lamentar o tempo perdido assistindo a uma coisinha tão infame e ruim.
Sadie (a atriz e cantora Mandy Moore) e Ben (John Karsinski, da série The Office) estão de casamento marcado. Maior love, nenhuma nuvem no horizonte, nenhum conflito de família, apesar da diferença social – Sadie é mais riquinha do que Ben. Nenhum problema até a moça acatar a “sugestão” da família, de se casar na mesma igreja em que seus pais se casaram, 30 anos atrás. Não é um mero endereço. Ali é o reino de um pastor, com o perdão da heresia, infernal, o citado Frank (Williams).
Controlando sua comunidade com mão de ferro, o sorridente Frank não tem o menor pudor em intrometer-se na intimidade dos casais que decidem casar-se em sua paróquia – e que têm de seguir um esdrúxulo cursinho comandado por ele. E que nada mais é do que uma sucessão de situações humilhantes para o até então felicíssimo casal de noivos.
Entre os inúmeros vexames do curso, que pretende avaliar sua maturidade para o casamento, os noivos aceitam carregar para todo lado uma dupla de bebês de brinquedo. Os bonecos têm uma incrível capacidade de chorar alto e sujar as fraldas, até porque são acionados à distância pelo diabólico auxiliar mirim de Frank (Josh Flitter).
Tem coisa pior. Por já morarem juntos, Sadie e Ben tornam-se alvo de uma espionagem cerrada por parte de Frank e seu pequeno assistente. É o aprendiz de pastor, justamente, quem vai plantar microfones escondidos no apartamento de Sadie e Ben, para fiscalizar se estão mesmo evitando sexo até o casamento, como prometeram. Tanta repressão moralista e tanta idiotice, inclusive por parte das vítimas, só pode levar a um resultado: a irritação - inclusive da platéia. Quem acredita que uma situação destas seja possível hoje em dia ?
Não há uma única piada que se aproveite nesta comédia chocha, de uma babaquice inacreditável. Robin Williams e os outros atores deviam demitir seus agentes com a máxima urgência. Quem os colocou nisto aqui merece ser punido.
