04/06/2026
Drama

Deite Comigo

Leila (Lauren Lee Smith) é uma jovem que vive plenamente sua vida sexual. Toda noite, ela sai do trabalho e escolhe seu par daquela noite num bar. Um dia, ela sai com David (Eric Balfour) e a vida dos dois muda de repente.

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A estonteante protagonista, Lauren Lee Smith, e o título provocativo podem atrair a atenção para este filme modesto, baseado em livro de Tamara Faith Berger. Não deixa de ser interessante encontrar um filme que se disponha a retratar a sexualidade a partir de uma protagonista feminina, pondo em foco a procura do ponto de vista dela. Talvez seja a maior qualidade da produção, que é bastante ousada e direta nas cenas de sexo.

Comparações são inevitáveis e virá à mente o recente Nove Canções (2004), de Michael Winterbottom. E aí Deite Comigo começa a perder. Lauren, sua protagonista, foi modelo dos 13 aos 19 anos. Seu parceiro no filme, Eric Balfour, freqüenta elencos de seriados de televisão, como o famoso A Sete Palmos. Juntos, eles dão credibilidade à fome de amor dos jovens personagens que interpretam. Mas não demora muito, o jogo soa um tanto vazio. Culpa do roteiro, especialmente.

Funciona até certo ponto para dar mais consistência ao filme a descrição das histórias familiares de cada um. Leila (Lauren) está abalada pelo iminente divórcio de seus pais. David (Eric) tem de dedicar-se um bocado a um pai doente e não resolveu bem seu rompimento com outra namorada. O casal equaciona todas as angústias no sexo, mas há um momento em que isto não os satisfaz mais. É preciso ir além. Leila hesita mais do que ele.

O filme coloca em questão uma boa problemática, mas está longe, muito longe de constituir um retrato de geração, como a produção francesa Amantes Constantes, de Philippe Garrell, e o brasileiro Cão sem Dono, de Beto Brant. Cai, assim, num lugar comum e não encontra onde ir. Vira um programa meio voyeur, a ser facilmente esquecido.

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