Invasores marca a estréia em Hollywood do alemão Oliver Hirschbiegel (A Queda! As Últimas Horas de Hitler). Porém, depois que terminou as filmagens em 2006, os produtores, descontentes com o resultado, chamaram os irmãos Wachowski (da trilogia Matrix) para reescrever o filme e James McTeigue (V de Vingança) para dirigir novas cenas.
Este longa é é a quarta adaptação do romance Invasores de Corpos, de Jack Finney. A primeira é Vampiros de Almas (1956), de Don Siegel. Depois vieram Os Invasores de Corpos (1978), de Philip Kaufman, e, finalmente, Invasores de Corpos (1993), dirigido por Abel Ferrara. Cada versão usa a trama como metáfora para fazer um comentário sobre o momento político dos Estados Unidos, seja sobre a ameaça comunista ou a Guerra Fria.
Nessa nova versão, porém, este aspecto é reduzido. Aqui, a ameaça vem do espaço. Uma colisão de um ônibus espacial evidencia a existência de uma forma de vida alienígena. As pessoas que entram em contato com ela transformam-se em autômatos. Uma das primeiras vítimas é Tucker Kaufman (Jeremy Northam, de Assassinato em Gosford Park).
Sua ex-mulher, a psiquiatra Carol Bennet (Nicole Kidman) acha estranho que depois de anos ele retome o interesse pelo filho do casal. Mesmo assim, deixa que o menino passe um tempo na companhia do pai.
No dia seguinte o mundo já não é o mesmo. As pessoas estão todas estranhas. Com a ajuda de Ben Driscoll (Craig) e do dr. Stephen Galeano (Jeffrey Wright, de Sob do Domínio do Mal), Carol descobre que a ‘doença’ contagia as pessoas durante o sono. Enquanto o problema se espalha, a psiquiatra tenta não dormir para não ser contaminada.
Enquanto isso, a mídia e o governo divulgam que se trata apenas de uma epidemia de gripe, escondendo a verdade alarmante. A única pessoa misteriosamente imune é o filho de Carol. Nele pode estar uma cura para a doença. Porém, o garoto está desaparecido. Sua busca ocupa boa parte do filme.
