Coube ao cineasta sueco Mikael Håfström (de Fora de Rumo, 2005) e ao roteirista Matt Greenberg (de Anjos Rebeldes, 1998) a adaptação da história, que tem como ponto de partida o sombrio personagem Mike Enslin (John Cusack, de Alta Fidelidade), um escritor de guias turísticos sobre hotéis americanos assombrados. Entre o ceticismo e o tédio, Enslin é provocado a passar a noite no quarto de um celebrado hotel em Nova York (Dolphin), o tal 1408. Ele recebe cartas anônimas com esse desafio e, ao investigar o estabelecimento, descobre uma série de misteriosos suicídios (como o de um hóspede afogado em um prato de sopa).
Ao chegar ao hotel, o personagem é advertido pelo gerente, Gerald Olin (Samuel L. Jackson, de “Shaft”), sobre uma suposta força maligna que atua na habitação. Na tentativa de dissuadir o cínico repórter, Olin na verdade acaba atiçando ainda mais a curiosidade de Enslin e, claro, do espectador.
O fato é que, assim que a porta do quarto se fecha, todo o conflito psicológico para o suspense já está engatilhado. A percepção das situações paranormais que se seguem deslancham ao aproveitar a excelente desenvoltura de Cusack, Jackson e Håfström para criar o clima aflitivo de toda boa produção de terror. O suspense aumenta na medida em que o repórter passa a ter visões, inclusive de uma filha que morreu ainda criança.
No entanto, como acontece nas adaptações de contos, tal como em muitos textos de King, embora exista uma excelência na ambientação, o desfecho é um tanto inverossímil. O mesmo já tinha acontecido em O Apanhador de Sonhos (de Lawrence Kasdan, 2003), também baseada em textos do escritor.
