Seinfeld empresta a voz à abelha Barry B. Benson, que acaba de formar-se na faculdade e espera um trabalho na Honex, onde produzirá mel. As abelhas, como se sabe, são a sociedade mais eficiente da Terra. Porém, Barry não está muito contente com essa vida, ao contrário de seu melhor amigo Adam (voz de Matthew Broderick) e decide aventurar-se pelo mundo, ao lado das abelhas que saem da colméia para coletar néctar de flores.
Perdendo-se do bando, Barry fica sozinho e conhece uma florista, Vanessa, dublada por Renée Zellweger (de Chicago). A abelha fica encantada com a moça e acaba quebrando a principal regra imposta a ela: nunca falar com humanos.
Da convivência com as pessoas, o protagonista irá descobrir alguns prazeres, mas também ficará horrorizado ao ver que o mel é vendido em supermercados. Barry fica revoltado porque seus amigos têm tanto trabalho para produzir o produto e ele é vendido tão banalmente. Por isso, ele resolve processar a humanidade e aqueles que exploram abelhas em fazendas, como o ator Ray Liotta, que dubla a si mesmo.
Como a maioria das animações da atualidade, Bee Movie – A História de uma Abelha busca diálogo tanto com o público infanto-juvenil quanto com os adultos. De um lado, há insetos fofinhos, do outro há referência ao filme A Primeira Noite de um Homem – e não apenas por causa do ‘romance’ entre Barry e uma mulher mais velha.
Apesar das qualidades, falta um melhor desenvolvimento das relações entre humanos e não-humanos, que foi tão bem-sucedida em Ratatouille. Enquanto o visual é colorido e agradável, ao mesmo tempo faltam detalhes aos personagens.
Como toda animação vinda de Hollywood, em Bee Movie – A História de uma Abelha, ao final não pode faltar uma grande lição de moral para o público – em especial o infantil. Aqui, dá-se o recado para a aceitação das diferenças, a convivência em harmonia e o respeito à natureza e os animais.
