O personagem é interpretado pelo argentino Jorge Marrale (da série Epitáfios). Em sua trajetória, o religioso contou também com a ajuda de uma mulher rica, chamada Perla (Graciela Borges, O Pântano), a quem salvou de um câncer terminal, e depois se tornou sua melhor amiga.
O longa acompanha alguns anos na vida do padre, que foi uma figura de certa polêmica, em especial por bater de frente com os altos escalões da Igreja Católica argentina para atender a doentes e necessitados. Sua filosofia, que ele repetia sempre, era: “Às vezes, creio que a ação ajuda mais do que a prece”.
Depois de perseguido, o padre Mario acabou se exilando numa região longe dos grandes centros, na cidade de González Catán, onde começa a construir sua própria igreja. Sua visão progressista e seus estudos sobre filosofia fizeram com que ele desenvolvesse uma visão mais aberta do mundo e da religião, o que não agradava em nada a seus superiores.
Mario chega a ser espionado, quando a Igreja manda um jovem sacerdote para ser seu informante. Porém, a integridade do padre cativa o espião, que acaba lhe confessando sua traição.
Dirigido por Alejandro Doria, As Mãos é um daqueles filmes cheios de boas intenções que é prejudicado, no entanto, pelo excesso de música, clichês e o tom melodramático.
