Cenário de diversas catástrofes no cinema, Nova York tem que enfrentar uma nova destruição, que agora atende pelo nome de Cloverfield. Trata-se de um monstro gigantesco e faminto, criado por J. J. Abrams, produtor da série de televisão Lost e diretor de Missão Impossível 3, e que espalha um rastro de terror ao longo da história.
Cloverfield – Monstro é uma retomada dos antigos filmes protagonizados por criaturas gigantescas e perigosas com um tempero um pouco mais moderno. Para comunicar-se com as novas gerações, a ação acontece praticamente em tempo real, à la 24 Horas, e é gravada por uma câmera de um dos personagens - o que faz a história parecer uma combinação entre Godzilla e A Bruxa de Blair. Tudo começa quando Rob (Michael Stahl-David) dá uma festa de despedida em seu loft em Manhattan. Ele está de mudança para o Japão. Essa é a última chance de acertar antigas contas, como com sua ex-namorada Beth (Odette Yustman, de Transformers), que vai à festa acompanhada de um outro rapaz.
Rob não terá muitas chances para conversar com qualquer pessoa, pois estará mais preocupado em salvar a própria vida. Mal a festa começa, ouve-se uma explosão. Quando os convidados se dão conta do que está acontecendo, Nova York está destruída, a Estátua da Liberdade foi decapitada e o caos dominou tudo e todos.
Quando chegam à rua, Rob e alguns sobreviventes têm que fugir, ainda sem saber do quê. Até que uma pessoa grita “Eu vi. E está vivo!”. O rapaz, acompanhado de Lily (Jessica Lucas, da série CSI), Marlena (Lizzy Caplan, de Meninas Malvadas) e Hud (T.J. Miller), fica obcecado em documentar todo o acontecimento. Segue em direção da ponte do Brooklyn, até que Cloverfield a destrói também.
A culpa parece bater em Rob, que se sente obrigado a salvar Beth, que saiu da festa pouco antes da tragédia. Ela consegue contatá-lo por seu celular, que milagrosamente ainda funciona. Em seu caminho, o rapaz não verá nada além de destruição, mortes e terror.
J. J. Abrams teve a idéia de criar o monstro durante uma viagem ao Japão – por isso, homenageia o país no enredo, mandando Rob para lá. Para desenvolver o projeto, ele contou com seus colaboradores habituais, como o roteirista Drew Goddard (Lost e Alias) e o diretor Matt Reeves (Felicity).
Com Cloverfield – Monstro, Abrams espera que os norte-americanos vivenciem uma espécie de catarse do pós-11 de Setembro. Por isso, fez um filme sem subtexto político, explorando apenas os horrores do ataque de algo desconhecido. Esse foi o mesmo recurso usado pelo cinema japonês em 1954, ao lançar Godzilla, uma espécie de símbolo dos horrores da bomba atômica, lançada sobre Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.
O filme teve um mega-lançamento nos Estados Unidos, arrecadando de saída mais de US$ 40 milhões, embora seguido de uma queda vertiginosa de 70% na segunda semana. Apesar da queda na bilheteria, pagou-se na primeira semana. O filme custou cerca de US$ 25 milhões – o que é bem baixo para esse tipo de produção em Hollywood. A seqüência já está prometida para breve. Resta saber qual cidade Cloverfield irá destruir dessa vez.
- Por Nenhuma
- 08/02/2008
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