Maria e Butler são o casal Abby e Neil Randall. Eles levam uma vida de comercial de margarina com a filha pequena, numa casa bonita e cheia de conforto. Ele é um publicitário e ela, uma dona-de-casa que pensa em retomar seu trabalho como fotógrafa. Tudo vai bem até que o inesperado acontece.
Num final de semana quando ele está se preparando para viajar a trabalho e ela vai passar o dia fazendo compras com uma amiga, a vida feliz do casal desmorona. Os dois estão no carro quando descobrem um homem com uma arma em punho no banco de trás. Trata-se de Tom Ryan (Brosnan).
O sujeito explica que a menina está sob sua custódia – a babá é sua comparsa – e o casal Randall deverá fazer tudo o que ele mandar para preservar a vida da filha. Começa, então, um jogo de gato-e-rato. O seqüestrador obriga os reféns a entrarem no banco e sacarem tudo da conta só para depois ele atear fogo ao dinheiro. Essa é apenas a primeira das tarefas.
O seqüestrador não diz a que veio – afinal, dinheiro não parece ser o que ele quer. Suas exigências tornam-se tão patéticas e sem sentido quanto humilhantes. Ryan conhece as maiores fobias de suas vítimas – como o medo que Neil tem de altura. Mas nada é comparado às ameaças à criança.
O que fica no ar são as motivações do seqüestrador. É isso que impulsiona a narrativa, mais do que o instinto de sobrevivência dos personagens. Porém, ao fim, quando a resolução chega, é impossível não ter a sensação de muito barulho por pouco. Começando bem e conseguindo manter a tensão por boa parte do tempo, a história perde-se de vez na reta final, quando traz uma explicação plausível mas frustrante para a trama.
