20/07/2026
Drama

A Banda

Uma banda de oficiais egípcios viaja até Israel para participar da inauguração de um centro de artes árabe. Acabam indo para a cidade errada, onde serão obrigados a passar a noite.

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Histórias de conflitos entre árabes e israelenses costumam povoar os noticiários. Nenhum deles acontece nesta comédia dramática, que acompanha as situações inusitadas que acontecem quando um grupo musical egípcio desembarca na cidade errada, em Israel, uma história inspirada em fatos reais.

Co-produção entre Israel, França e EUA, o filme de Eran Kolirin venceu oito prêmios da Academia Israelense em 2007, inclusive melhor filme, roteiro, direção e para os atores Sasson Gabai e Ronit Elkabetz, seus protagonistas. No Festival de Cannes do ano passado, A Banda também venceu o prêmio especial Coup de Coeur, dentro da seleção Um Certo Olhar (Un Certain Regard).

Os oito membros da Banda Cerimonial da Polícia de Alexandria desembarcam no aeroporto de Telaviv com a intenção de dirigir-se a uma cidade do interior de Israel, onde vai ser inaugurado um Centro de Cultura Árabe, no dia seguinte. Com dificuldades para fazer-se entender, por causa do sotaque, os músicos pegam o ônibus para o lugar errado.

A cidade a que chegaram é no meio do deserto e parece não ter nada mais do que alguns conjuntos habitacionais e um restaurante. É lá que o líder da banda, o tenente-coronel Tewfiq Zacharya (Sasson Gabai), descobre o erro. E também que o ônibus para a cidade certa só passa no dia seguinte e que ali não existe nenhum hotel.

Por sorte, a despachada dona do restaurante, Dina (Ronit Elkabetz, de Alila), fica com pena dos músicos e dispõe-se a ajudar. Abriga dois deles em seu próprio apartamento e arranja acomodações para os outros na casa de amigos e conhecidos seus.

Embora as situações não sejam sempre cômicas, o filme é conduzido com uma fina ironia, bem como compreensão dos motivos de cada personagem. Nenhum deles, árabe ou israelense, está em situação muito confortável. A cidade onde chegaram os egípcios é um retrato de desemprego e falta de perspectivas.

O centro do filme é o relacionamento entre Dina e o oficial Tewfiq. Mulher liberada e de iniciativa, ela vence as resistências do coronel, que abre seu coração. Dina é, aliás, uma digna representante da condição feminina neste filme, afirmando-se com força e doçura, conforme as circunstâncias, num universo nitidamente machista.

Os demais músicos também vivem, cada um a seu modo, pequenas aventuras, que envolvem algumas dificuldades lingüísticas - o inglês acaba sendo a forma de comunicação mais viável. O que a história enfatiza, afinal, é o quanto estes dois povos, algumas vezes inimigos, são parecidos.

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