Dirigido por Jeff Wadlow (Cry Wolf – O Jogo da Mentira) a partir de um roteiro de Chris Hauty, trata-se de um exercício facistóide que prega a resolução de tudo via porrada sobre jovens ricos e entediados que buscam extravasar suas angústias numa modalidade de artes marciais que mistura todas as outras.
O fiapo de história vem pelo túnel do tempo, direto dos anos de 1980. Jovem problemático, mas de bom coração, muda de cidade após a morte do pai, para que o irmão caçula inicie sua carreira no tênis. Na nova escola, o protagonista se apaixona por uma garota popular. Só que ele não sabe que ela é namorada do valentão violento, campeão da pancadaria. Depois de uma emboscada armada por ela e o namorado, o herói se matricula numa academia, tornando-se discípulo de um sujeito que morou no Brasil, de onde fugiu depois de uma morte na família.
Mesmo os personagens valentões de inteligência bastante limitada do filme são capazes de ver onde isso vai parar. A obviedade e seus clichês não incomodam tanto. O que mais agride o bom senso de qualquer pessoa é a forma como Quebrando Regras prega a porrada como resolução rápida e fácil. Essa visão fascista do mundo não é nenhuma surpresa numa época em que o presidente dos EUA é George W. Bush.
