22/06/2026
Suspense Drama

Cana Quente

Índio é um cortador de cana, que chama a atenção por seu tipo físico. Envolvido com duas mulheres poderosas da região onde trabalha, ele se torna o principal suspeito de um crime.

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Quem é freqüentador assíduo do Cinesesc (SP) conhece Luiz Alberto Zakir, ex-gerente do cinema que se aposentou no início de 2008. Aqueles que o conhecem, sabem que ele é cinéfilo e sempre teve um sonho: dirigir um filme. Agora esse sonho se completa, com Cana Quente, um drama rural com toques de suspense.

Zakir sempre deixou claro que não estava investindo numa carreira de diretor, apenas quis fazer um filme. Como cinéfilo aplicado que é, o resultado se vê na tela. Carregado de uma boa vontade, Cana Quente não é um filme destituído de qualidades – em especial a fotografia do veterano Aloysio Raulino (O Aborto dos Outros), que capta a paisagem do interior de São Paulo.

A história transita entre o drama e os suspense. Numa pequena cidade usineira, um cortador de cana conhecido como Índio (Hugo Casarini) chama a atenção por sua aparência diferente dos colegas de trabalho. Um crime acontece na região e uma moça é encontrada morta. O rapaz se torna o principal suspeito. Para complicar sua situação, ele está envolvido com duas mulheres poderosas da cidade e não tem um álibi para se livrar da acusação.

Zakir, que também assina o roteiro, não está interessado em fazer um filme de gênero, um suspense em busca do criminoso. Na verdade, aqui ele trabalha as relações pessoais e sociais tensas que amarram o grupo de personagens.

Com esse título, Cana Quente remete ao universo de José Lins do Rego, autor de livros como Menino de Engenho e Usina. Mas a abordagem de Zakir apenas flerta com a temática social. Aqui o interesse é o mundo íntimo dos personagens, que pode ser tão devastador quanto a disputa por poder político.

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