Dirigido por Patricia Riggen, a partir de um roteiro de Ligiah Villalobos, Sob a Mesma Lua segue em duas narrativas paralelas. Em Los Angeles, Rosario (Kate del Castillo, de Desaparecidos) é uma imigrante ilegal que trabalha como faxineira em diversas casas. Assim, sustenta a mãe e o filho pequeno, Carlitos (Adrián Alonso), que moram no México.
Quando a avó morre, o menino decide que a única coisa a fazer é imigrar ilegalmente em busca da mãe – cuja única referência é um orelhão, de onde ela liga para ele todos os domingos. O garoto embarca nessa jornada e seu caminho cruza com diversos tipos, na maioria estranhos e pouco amigáveis. Enquanto isso, Rosario continua a trabalhar, mas cada vez mais infeliz com os Estados Unidos e ansiosa por voltar para o seu país.
A diretora e a roteirista de Sob a Mesma Lua parecem desconhecer sutilezas e nuances. Os personagens são ou muito bons e ingênuos ou muito maus e mesquinhos – não há meio-termo. A trama rocambolesca demais, e, por isso, muito improvável não chega a empolgar – a não ser os mexicanos que sonham em conquistar os Estados Unidos.
Os atores são esforçados, em especial o menino Alonso – mas seu personagem é tão raso que não tem muito o que fazer. Já a bela Kate Del Castillo parece bonita demais para convencer como imigrante ilegal – não que todas sejam feias, mas com essa beleza e carisma ela poderia muito bem tentar ser atriz de novela em seu país e depois entrar nos EUA pela porta da frente.
