Como grande parte das crianças nessas condições, Vitus (Fabrizio Borsani) não tem amigos, ou qualquer vida social. Infeliz, apenas consegue se divertir com seu avô (o suíço Bruno Ganz), um marceneiro que sonhava em ser piloto. Como os pais não querem levá-lo para uma escola especial para superdotados, o jovem de 12 anos (agora interpretado por Theo Gheorgiu) coleciona inimizades com colegas e professores, a quem tem especial prazer em destratar.
A situação muda quando o garoto sofre um acidente e, aparentemente, torna-se uma criança convencional. Com o desaparecimento de suas qualidades especiais, sua mãe perde sua motivação e passa a ficar depressiva. Uma ironia curiosa, cujas reviravoltas até o final da projeção trazem mensagens edificantes sobre família e sonhos.
O diretor suíço Fredi M. Murer, que também assina o roteiro, cria uma história familiar honesta sobre superação e crescimento. Embora deslize para resolver alguns conflitos, com explicações rasteiras e duvidosas, o filme emociona por sua qualidade mais evidente: ninguém é jovem ou velho demais para crescer.
