Dirigido por Miguel Kohan e roteirizado por Santaolalla, o filme fala diretamente com os fãs de tango, ao levar à tela nomes de peso da música, como Aníbal Arias, Chula Clauis e Virginia Luque, entre outros. Comparações com Buena Vista Social Club, de Wim Wenders, são inevitáveis – embora o diretor alemão tenha conseguido um resultado melhor, capaz de se comunicar mesmo com quem pouco conhecia da música cubana, o que não acontece aqui o tempo todo.
A apresentação dos músicos foi gravada no suntuoso Teatro Colón e bem lembra a importância do tango para a cultura argentina. Ao falar da era de ouro do ritmo – as décadas de 40 e 50 -, os músicos repassam sua trajetória e como isso reflete a história de seu país. Alguns dos cantores têm quase oitenta anos de palco.
Embora a edição cometa alguns pecados – como cortes desnecessários em meio a apresentações -, o som em Café dos Maestros é como pede um documentário musical, sempre límpido.
