23/06/2026
Drama

Patrick 1,5

Os rapazes Göran e Sven formam um casal feliz que decide adotar uma criança. Por conta de um erro de digitação, o órfão que eles recebem não é um bebê de um ano e meio, mas um adolescente de 15 anos. Para piorar, o rapaz é homofóbico.

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O casal Göran (Gustaf Skarsgård) e Sven (Torkel Petersson) finalmente acertou sua vida num relacionamento estável, com uma nova casa no subúrbio e a vontade de ter um filho. No entanto, como são gays, suas ambições não funcionam exatamente como planejaram.

Esse é o argumento central de Patrik, 1,5, dirigido e roteirizado pela sueca Ella Lemhagen. Destaque da 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (2009), o filme reúne drama, comédia e romance de forma sensível, tendo como pano de fundo a adoção de crianças.
 
O primeiro conflito desta história é a recepção do casal por parte do entorno. Seus vizinhos se mostram consternados não apenas pelo seu “estilo de vida”, como também por seus planos, principalmente o da paternidade. Como já possuem o aval de governo sueco para a adoção, é apenas uma questão de tempo para Sven e Göran receberem seu filho.

Quando finalmente recebem os papeis para a adoção de Patrik (idade 1,5), e os assinam, os dois rapazes mal sabem que o documento contém um erro de digitação. Dias depois bate à porta Patrik (Thomas Ljungman), de 15 anos, um desajustado e violento adolescente.
 
Apesar de apontarem o equívoco para a agência responsável, seus funcionários são categóricos em afirmar que é “pegar ou largar”, já que casais gays não são prioridade na fila de adoção. Enquanto Sven se enfurece com o erro, Göran passa a preocupar-se com o jovem e resignar-se com a situação. A presença desagradável de Patrik, que ainda é homofóbico, trará problemas à harmonia do casal.  
 
Ella Lemhagen constroi uma narrativa leve, mas em que não faltam emoções. Há
destreza na forma de lidar com as difíceis temáticas, cujo desfecho é edificante.
 
No entanto, é o ator Gustaf Skarsgård que se destaca nesta produção, ao mostrar desenvoltura ao equilibrar diferentes humores na mesma cena, sem parecer caricato. Algo simples para um membro da família Skarsgård, cujos principais expoentes são Stellan (de Dogville), o patriarca, e Alexander (o vampiro Eric da série de TV True Blood), irmão de Gustaf.
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