20/07/2026

Evelyn Salt é uma agente da CIA que jurou defender o seu país. Quando é acusada de ser uma espiã russa, sua lealdade será testada. Ela tem que fugir para provar a própria inocência.

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Com um cachê de US$ 20 milhões de dólares, dispensando dublês e praticamente levando o filme nas costas, a filantropa Angelina Jolie torna-se com Salt a maior atriz do cinema de ação dos últimos tempos.  Mais: com apenas 35 anos, Jolie conseguiu transcender os gêneros cinematográficos e ter seu trabalho reconhecido nos mais diferentes papeis. 
Com um Globo de Ouro por sua perfomance em Gia (1998) e um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Garota Interrompida (1999), Angelina ainda faturou mais de US$ 1,5 bilhões de dólares apenas com seus personagens de ação: 60 Segundos (2000), a franquia Lara Croft - Tomb Raider (2001 e 2003), Sr. e Sra. Smith (2005) e O Procurado (2008). Enfim, uma atriz admirada pela crítica e pelo público.
 
Dirigida pelo cineasta Phillip Noyce (com quem já havia trabalhado em O Colecionador de Ossos), a atriz chega às telas como a agente da CIA Evelyn Salt, que pode ou não ser uma espiã russa infiltrada na agência. Sua real identidade é colocada em xeque em frente a seus colegas de serviço de inteligência, Ted (Liev Schreiber, de Um Ato de Liberdade) e Peabody (Chiwetel Ejiofor, de 2012), em um interrogatório oficial.

Nele, um desertor russo, Orlov (o veterano ator polonês Daniel Olbrychski), afirma existir um plano para assassinar o presidente da Rússia em solo americano, criando um desentendimento entre as duas nações. A operação seria liderada por um espião, integrante de uma elite de agentes secretos russos (cooptados ainda crianças), que teria sido criada especificamente para destruir os EUA.
No final do depoimento, no entanto, Orlov diz que o nome do tal espião é Evelyn Salt, o que a leva a ser perseguida como terrorista. O roteirista Kurt Wimmer (de Ultraviolet) dá início, assim, a uma implacável perseguição para provar a inocência, ou não, da protagonista. Escrever mais é praticamente estragar o desfecho.

Curiosamente, na vida real, pouco antes de o filme chegar aos cinemas nos EUA, dez espiões russos foram detidos no país, vivendo como americanos comuns. Não poderia haver melhor timing.

Embora não tenha desbancado o primeiro lugar de A Origem (de Christopher Nolan, que estreia no Brasil em 6 de agosto) nas bilheterias norte-americanas em sua estreia, Salt possui todas as qualidades que um bom thriller precisa. Ou seja, muita ação, reviravoltas, agilidade, e, claro, Angelina Jolie. 

Resta saber como teria sido o resultado desta produção se fosse protagonizado por Tom Cruise, para quem o roteiro foi escrito originalmente - e mais tarde adaptado para a atriz.  Num gênero dominado por homens, as mulheres têm em Jolie uma representante de peso.
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