Sabe aquele homem educadíssimo que se levanta quando uma dama deixa a mesa, que fala francês e que cita de cor as obras do Louvre? Esse homem perfeito existe! Ou melhor, existiu. Em 1876, Leopold (Hugh Jackman) era um duque visionário que, apesar de cortejado por todas as donzelas da época, não concebia a idéia de casar-se por dinheiro, apesar das incessantes súplicas do tio (Paxton Whitehead).
Duzentos anos mais tarde, os cavalos e carruagens das ruas de Nova York cederam lugar aos automóveis apressados. Kate McKay (Meg Ryan) é uma mulher desse tempo que trabalha em uma agência de propagadanda, mas que não consegue superar o fim do namoro com o vizinho Stuart (Liev Schreiber). É ele quem descobre um portal no tempo, próximo à ponte do Brooklyn, e que realiza expedições ao século XVIII, nas quais costuma fotografar tudo e todos. Numa dessa viagens, ele desperta a curiosidade de Leopold, que o segue e acaba na Nova York de 2002. Entre as novas descobertas, o gentleman acaba conquistando o coração de Kate.
Kate & Leopold merece simpatia, no mínimo, por Honeysuckle Rose, executada por Django Reinhardt, mas é o tipo do filme para se ir de mãos dadas e dar beijos cúmplices enquanto sobem os créditos. O único problema é que você corre o risco de sua namorada querer que abra a porta do carro ou a carregue nos braço até a cama. Males menores, porque, para tormento das solteironas, príncipes encantados só existem no cinema.
Cineweb-14/6/2002
