A principal sacada do filme Ato de Coragem, da dupla de diretores Mike McCoy e Scott Waugh, é também seu principal problema. Com soldados profissionais “infiltrados” em seu elenco principal, membros da elite da Navy Seals, a força de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos, o filme ganha um realismo impressionante nas bem filmadas cenas de ação, mas se perde na dramaticidade da história.
Como velhos atores que exageram no botox e não conseguem mais demonstrar qualquer expressão facial, os militares-atores apenas repetem nas telas os movimentos que executam nas sessões de treinamento ou nos campos de batalha, mas sem nenhum brilho nos olhos. Como soldados são muito eficientes, a ponto de localizar e eliminar o terrorista Osama Bin Laden, mas como personagens de carne e osso, fazem apenas propaganda para engrossar as campanhas de alistamento militar.
As primeiras cenas de ação envolvem o resgate de uma agente da CIA, Lisa Morales (a bela porto-riquenha Roselyn Sanchez), que trabalha como médica em uma área da Costa Rica controlada por um chefão do narcotráfico. O disfarce é descoberto e ela é aprisionada pelos criminosos e torturada em busca de informações.
Mas um plano de vingança ainda maior está por trás do grupo que aprisionou a médica, com ramificações na Ucrânia. O terrorista Abu Shabal (Jason Cottle) planeja infiltrar mártires filipinos para detonarem explosivos nos Estados Unidos. É um bom teste para os soldados da Navy Seals mostrarem na prática todo o treinamento a que são submetidos.
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