Nascida na Califórnia, filha de pais pastores pentecostais, Katy Perry descobriu o talento como cantora ainda menina, quando cantava gospels. Depois dos 17 anos, morando em Los Angeles, deslanchou uma carreira que a levou a transformar-se num dos maiores fenômenos recentes da música pop. O documentário acompanha os bastidores de sua primeira turnê mundial, "California Dreams".
- Por Neusa Barbosa
- 01/08/2012
- Tempo de leitura 3 minutos
A cantora pop Katy Perry tem boas razões para adorar o Brasil. Afinal, foi em São Paulo que ela teve o maior público de sua turnê mundial, California Dreams, em setembro de 2011.
A frequência em massa e o carinho do público paulistano – que não parava de dizer “Eu te amo”, frase que ela só entendeu depois – foram fundamentais para que a cantora segurasse a depressão que ameaçava dominá-la àquela altura, em plena crise matrimonial, que levou ao divórcio do comediante inglês Russell Brand (Arthur: O Milionário Irresistível). Mal sabia o público que, por muito pouco, aquele show nem ia acontecer.
O episódio é um dos pontos altos do documentário Katy Perry: Part of Me, de Dan Cutforth e Jane Lipsitz, que estreia nacionalmente, somente em versão 3D, e precedido de mais uma passagem da cantora, fenômeno entre os adolescentes, pelo Rio de Janeiro.
Quem não leva a sério essa intérprete pop de 27 anos, que estourou em 2008 com a música I Kissed a Girl, tem muito o que aprender no documentário – que, previsivelmente, apresenta as origens e formação de um dos maiores e mais inesperados fenômenos teen dos últimos tempos.
Nada na origem de Katy, nascida em 25 de outubro de 1984, em Santa Barbara, permitia prever o que ela se tornou. Nascida numa família rigidamente religiosa, filha de pais pastores pentecostais, no entanto, Katy sempre gostou de cantar. Na adolescência, gravou discos gospel e mostrava disposição para profissionalizar-se. Mas só foi descobrir um mundo mais amplo quando, aos 17 anos, decidiu morar em Los Angeles.
Nada foi fácil. A primeira experiência com uma grande gravadora, a Columbia, por muito pouco não enterrou sua carreira, que só decolaria mesmo na Capitol. Foi preciso muito esforço, persistência, e a ligação com os parceiros certos, uma equipe jovem e fiel que inclui sua irmã, Angela Hudson, para Katy enveredar de vez na estrada do sucesso, da fama e da riqueza.
Para os adolescentes que a cultuam, ninguém precisa apresentá-la – eles vão querer ver o filme para curtir a musa. Afinal, não é a toa que ela tem cerca de 25 milhões de seguidores no Twitter. Calcula-se que tenha vendido cerca de 75 milhões de singles, 9 milhões de álbuns e 38 milhões de canções digitais pelo mundo até agora.
Fora isso, ela se orgulha de ter emplacado nada menos de cinco canções de seu segundo álbum, Teenage Dreams (2010), no topo das cem mais da parada Billboard – feito somente igualado antes por ninguém menos do que Michael Jackson e seu álbum Bad, em 1987.
Para os pais de seus fãs, porém, o documentário pode ser instrutivo. Já que, além de apresentar as raízes familiares da moça – que, apesar das diferenças, mantém um bom relacionamento com os pais e a avó, de 91 anos -, eles poderão entender como funciona o fenômeno de sua empatia com o público teen, mergulhando nos bastidores de sua primeira turnê mundial e acompanhando a frenética troca de figurinos de cada uma de suas disputadas apresentações.
Bela e enérgica, Kate muda a toda hora a cor do cabelo, com novas perucas, parecendo ora a Mulher-Maravilha, ora a Barbie, e também eventualmente Madonna – que ela confessa admirar. Mas, por trás disso, mantém um quê de “garota normal”, que parece ser um de seus segredos.
O outro segredo, certamente, é a ligação direta com os fãs. No filme, antes de cada show, vê-se como membros de sua produção convidam jovens admiradores, normalmente vestindo as mais criativas fantasias, a dividirem o palco com sua musa. O resultado é sempre espanto, primeiro, depois, delírio. Infalível.
Fazem pequenas pontas, falando (bem) de Katy, vários famosos: como Justin Bieber, Rihanna, Lady Gaga e Adele.
